Redação Portal Fatos do Iguaçu com CIA/UFPR
O mais recente boletim do Centro de Informação do Agronegócio (CIA/UFPR) apontou movimentos distintos nos preços da soja e do milho, refletindo tanto a influência da Bolsa de Chicago (CBOT) quanto os impactos da oscilação cambial.
Variação no Paraná
A saca da soja disponível encerrou a semana em R$ 131,20, com queda de 1,56%, embora tenha registrado leve alta de 0,31% na comparação com a média da semana anterior. Já a soja balcão fechou em R$ 119,97, apresentando variação positiva de 0,91%.
No caso do milho, a saca disponível atingiu R$ 59,44, com alta semanal de 1,0%, enquanto o milho balcão fechou em R$ 52,71, uma valorização de 1,29%.
Cenário na B3
Na bolsa brasileira, os contratos de soja mostraram movimentos divergentes: o vencimento de novembro/25 se manteve estável em torno de US$ 22,60/saca, enquanto os de março e abril/26 subiram para a faixa de US$ 23,40–23,50/saca. Já o milho apresentou estabilidade, com o contrato de setembro/25 próximo de R$ 65,00/saca, e posições mais longas entre R$ 73,00 e R$ 74,00/saca.
Oscilação do Dólar
O dólar comercial iniciou a semana em R$ 5,45, chegou a R$ 5,47 e fechou em R$ 5,39 na sexta-feira (05). A variação trouxe alívio parcial às pressões internas sobre os preços das commodities, embora os fatores externos sigam predominando.
Bolsa de Chicago
Na CBOT, a soja recuou: o contrato de setembro/25 caiu de US$ 10,25/bushel para US$ 10,15/bushel, pressionado por condições climáticas favoráveis nos EUA e retração nos preços do óleo de soja. O milho também apresentou queda leve, com setembro/25 recuando de US$ 8,83/bushel para US$ 8,78/bushel, embora os valores ainda sejam considerados altos historicamente.
Derivados da Soja
O farelo de soja mostrou recuperação, passando de US$ 276/ton para US$ 280/ton, sustentado pela demanda de ração. Já o óleo de soja caiu de US$ 0,53/lb para US$ 0,51/lb, refletindo volatilidade do mercado de energia e reduzindo as margens de esmagamento.
Perspectivas
De acordo com o boletim, o mercado aguarda definições mais claras sobre a safra norte-americana e a evolução da demanda global, especialmente da China. A expectativa é de que os contratos futuros mais longos mantenham suporte, sinalizando equilíbrio entre oferta e procura a partir de 2026.
O Indicador do Agronegócio é elaborado pelo Centro de Informação do Agronegócio da Universidade Federal do Paraná (CIA/UFPR) com base em dados de mercado, CBOT, B3 e câmbio.
Leia o Boletim na Íntegra:







