Redação Portal Fatos do Iguaçu com CIA/UFPR


A edição mais recente do boletim “Indicador do Agronegócio”, elaborada pelo Centro de Informação do Agronegócio da Universidade Federal do Paraná (CIA/UFPR), destaca os principais movimentos do mercado de soja e milho entre os dias 30 de junho e 4 de julho de 2025. O relatório aponta estabilidade nos preços internos, mas ressalta que a valorização internacional e o desempenho das bolsas têm sustentado expectativas positivas para o setor.

Soja: variação discreta no Paraná e otimismo na exportação

A saca de soja disponível em balcão no Paraná apresentou leve variação, fechando a semana em R$ 126,39 — uma oscilação de apenas 0,09% em relação à semana anterior. Já a soja balcão foi negociada a R$ 116,25, apresentando queda de 0,88%. Apesar da estabilidade regional, a cotação da soja na Bolsa Brasileira (B3) teve alta expressiva, acompanhando a valorização da Bolsa de Chicago (CBOT) e o aumento nos prêmios de exportação. O contrato de novembro, por exemplo, superou os US$ 23 por saca, refletindo o otimismo para a safra 2025/26.

Milho: recuo nos preços físicos, mas alta na CBOT

O milho apresentou queda de 2,53% na saca disponível (R$ 57,81) e de 3,88% na média semanal da saca balcão (R$ 49,76), reflexo da pressão de colheita e do câmbio. O relatório destaca que, mesmo com a baixa interna, os contratos futuros na CBOT registraram valorização — com contratos de julho passando de US$ 4,27 para US$ 4,35/bushel e contratos para março de 2026 ultrapassando US$ 4,55/bushel, em função das expectativas de oferta mais restrita ou demanda aquecida no médio prazo.

Câmbio: dólar em queda não freia valorização das commodities

O dólar comercial apresentou desvalorização ao longo da semana, caindo de R$ 5,46 para R$ 5,41. Apesar disso, o movimento altista das commodities agrícolas conseguiu se manter, impulsionado principalmente pela alta internacional. No entanto, a queda do câmbio pode pressionar a competitividade dos exportadores brasileiros, especialmente em contratos futuros.

Derivados: farelo e óleo de soja também em alta

A semana foi marcada ainda pela valorização dos derivados da soja na Bolsa de Chicago. O farelo subiu de US$ 373 para mais de US$ 385 por tonelada nos contratos de agosto e setembro, indicando aquecimento da demanda por ração animal. Já o óleo de soja superou a marca de US$ 0,55 por libra-peso, influenciado pelo aumento na demanda por biocombustíveis nos Estados Unidos e pela recuperação do preço do petróleo.

Panorama

O boletim destaca que, apesar das oscilações nos preços internos devido à colheita e ao câmbio, o mercado internacional segue dando sustentação aos valores pagos aos produtores. A orientação é que agricultores acompanhem diariamente os indicadores para aproveitar momentos de valorização e ajustar estratégias de comercialização.

Lei o boletim na íntegra:

INDICADOR DO AGRONEGÓCIO 07072025

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