Francisco Carlos Caldas

Antes de sermos pinhãoense nato, somos guarapuavanos, pois, quando nascemos  em 26/02/1955, Pinhão era Distrito de Guarapuava. E temos laços históricos com Guarapuava. Minha mãe estudou lá no Colégio Nossa Senhora de Belém, na década de 1920/1930; este escriba estudou no Colégio Agrícola Arlindo Ribeiro (1968-1970), Santa Cruz (1971), Manoel Ribas (1971-1974)  e UNICENTRO (1993-1996); a filha e neta deste, são lá nascidas; filho e filha deste cursaram faculdade lá e  têm domicilio em Guarapuava.

Por esses laços todos, entre outros, logo nos interessamos em ler  e lemos nos dias 22 a 24/08/21, o Livro “Era uma vez em Guarapuava”, de   Mauro Xavier Biazi que foi nosso colega no Colégio Agrícola no ano de 1968.

Das crônicas nele contidas, passaram muitos filmes em nossa mente, pois, muitas das narrativas, fazem parte da nossa história.

Alguns dos personagens mencionados no seu Livro, convivemos com eles: no Agrícola: seu Floro, seu Jair, dona Maria, Dr. Madruga; na cidade: Taraíra, Prefeito Nivaldo Passos Kruger, Amazoninha Caldas (radialista e Vereador); estabelecimentos:  Casa Favorita, Losso, Colosso,  Victor, Cine  Guará, Cine Jeane; o Bobódromo, os cadernos de confidências, as colegiais do Belém, com suas saias azuis frisadas/plissadas, blusas e meia três quartos brancas, entre as quais aquela que um dia (1978) iria virar minha esposa, só para dar uma ideia do contexto.

            Em Pinhão, os livros: “Sombras do Passado”, “Retratos de Pinhão” (não publicado) do seu José Bischof; “O Pinhão que eu conheci” do seu Renato Passos Ferreira e “Por que o nosso Município, chama-se PINHÃO” do seu José Silvério de Camargo, são “pérolas”, e todos uma espécie de sessões do tripé acima, pois, muitas de suas narrativas, fazem parte da nossa história de vida e de nossos ancestrais.

Também o Livro da   Maria Goreti Kulger Rocha, sobre alguns causos do parente, amigo e saudoso, Zorardo de Jesus Rocha, mexem com a nossa memória. Zorardo, Darci Brolini, Tarcísio Meira, Paulo José, Paulo Gracindo,  Paulo Goulart que sempre achei parecido com o meu pai, e tantos outros dessa linhagem, a gente só aceita que morreram fisicamente, mas não nas nossas memórias. Silvio Santos, Roberto Carlos e outros personagens e personalidades dessa linha, impactarão muito a gente quando se forem desta. Assim como as pessoas mais simples que queremos bem ou amamos.

Tive a graça também de desfrutar da amizade  e do convívio do seu Evandro de Almeida, ex-Vereador de Pinhão quando este era Distrito de Guarapuava,  e sempre que podia, gostava de ouvir suas histórias, e cada vez que nos encontrávamos, papeávamos,  inclusive uns dias antes dele falecer, ele esteve por mais de uma hora em meu escritório, e esperamos um dia ler um livro  sobre a sua caminhada. Temos também expectativa de um livro que vai ser publicado e da lavra do pinhãoense Francisco Dellê, neto de Francisco Alexandre Dellê e bisneto do suíço que virou brasileiro –  Luiz Dellê, personagens importantes da história e principalmente da cidade de Pinhão.

As leituras dos escritos de Mauro Biazi, José Bischof, José Silvério de Camargo e Renato Passes Ferreira,  nos levaram e levam, a sentir saudade, nostalgia, saudosismo, e até procurar o sentido de cada um no Dicionário adquirido da FENAME que com sacrifício adquirimos no início  da década de 1970, tempo que livros Barsa e Delta Larousse, era para os mais abastados, e nos últimos anos substituídos pelo professor Google.

Leituras, lembranças como as acima, nos deixam nostálgicos, com saudades até de tempos difíceis de privações e frustrações e com saudosismo, e é importante não deixarmos de lado o passado, a história, pois, quem não sabe de onde vem dificilmente saberá para onde vai, e um povo sem história, tem tendências de desaparecer e ser esquecido ou só lembrado por repetecos de erros e coisas ruins.

(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista  e CIDADÃO).

 

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