
No dia 21 de março de 2025, a Família Dellê, ficou fisicamente sem o último dos 11 descendentes de Francisco Alexandre Dellê e Querobina da Rocha Dellê, com a morte de José Dellê, encerrando-se assim o ciclo da segunda geração de Dellês, no Brasil e de origem suíça. A primeira geração foi formada por Francisco A. Dellê, Felicidade Dellê Gonçalves, Lilian Dellê, Natália Dellê e João Dellê, só este último que foi um professor e que não teve peleias em Pinhão.
Sobre a Família Dellê, já fizemos alguns enfoques escritos publicados no Jornal “Fatos do Iguaçu”, entre outros: “Dellês e Pinhão”, “Famílias, Histórias e Descendências”, “Mulheres Vovós, Xodós e /ou Referências”, “Uma geração que vai se indo”, de 11/10/2019, 25/07/2022, 13/11/2023, 20/11/2023, respectivamente.
Mas a maior fonte de informações sobre a Família Dellê, se encontra no Livro “O admirável mundo em que vivi…uma história de vida pouco interessante”, da lavra de Francisco Dellê, lançado em 30/09/2023.
Na formação da cidade e comércio de Pinhão, Francisco Alexandre Dellê, foi e é um nome de peso histórico, que o diga entre outros feitos, o que foi ele quem em 1940 doou terras para o Município de Guarapuava, fazer na década de 1950 doação documentada e com croquis de lotes que constituíram o Patrimônio Municipal de Pinhão, do início da Vila Nova de Pinhão, e de terras urbanas hoje em área central hoje fazem frentes para as ruas Frei Corbiniano, 7 de Setembro, XV de Novembro e Av. Trifon Hanycz.
O presente enfoque e ainda envolto no sentimento de ficarmos sem as visitas e companhia do nosso querido tio José Dellê e andanças com Doio e Biloco, é mais para focar e chamar à atenção reflexiva da família e dos afins sobre a saga que temos de vidas ceifadas, por acidentes, acontecimentos trágicos, e outras tragédias, como incêndios nas propriedades de Ciro Dellê e Aline Dellê Ribas.
De mortes não naturais: atropelamentos em que foram vítimas: Ângela Cristina Dellê e Alcebiades Ferreira Gonçalves (tio Bide); de acidentes e tragédias que vitimaram: Tereza Grosko Dellê, Leopoldo Francisco Dellê, Ângelo César Brolini, Luiz Alexandre Dellê, Gilberto Sens, Angelita de Fátima Brolini Rech dos Santos, Luana Dellê Ditzel e agora por último, José Dellê que em 6/3/25 num acidente tropicou num desnível da calçada em frente ao portão de acesso à moradia, e bateu à cabeça na calçada, ficou descordado, inconsciente, vários dias na UTI e faleceu no início da manhã do dia 21/03/2025.
Agora a Família Dellê saiu de um ciclo e entra no da terceira geração e da qual fazemos parte, e desse geração, já 9 nos deixaram fisicamente, 2 descendentes de Georgina Dellê Caldas, 2 de Alcides Dellê, 2 de Silvio Dellê, um de Ciro Dellê, um de Arina Dellê Bischof, um de Arival Dellê. E da 4ª. geração, já perdemos tragicamente 6 membros: Ângela Cristina, Ângelo César, Luiz Alexandre, Gilberto Sens, Angelita de Fátima e Luana.
Por um outro ângulo mais abrangente de SAGA FAMILIAR, e também juntando ao patronímico Dellê, os Silveira Caldas, Oliveira Lima, Mossicos, Rocha, há a saga do contexto familiar de gente de muito bom coração, bondade, generosidade, consideração, boa-fé, cordialidade, e que geram vulnerabilidades no enfrentamento de atos e ações de aproveitadores, aventureiros, caloteiros, malandros, espartalhões, egocêntricos e de detentores de fraquezas do gênero.
O enfoque em tela não é só para registro de tragédias, coisas tristes, mexer com feridas, precauções, enfatizar MECANISMOS DE DEFESA, mas para todos nós repensarmos os acontecimentos da vida, reavaliarmos ações, correrias, e buscarmos mais força para os enfrentamentos em prol do melhor SENTIDO para nossas VIDAS, que são como velinhas que de uma hora para outra que como luz físicamente se apagam, e até sem despedidas e o saber e sabor de uma última prosa.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).
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