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Convenção homologou 48 candidaturas proporcionais; suplentes de Curi, segunda vaga ao Senado e nome da coligação ainda serão definidos

Redação Portal Fatos do Iguaçu


O Republicanos confirmou o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi, como candidato ao Senado nas Eleições de 2026. A convenção estadual também aprovou a participação do partido na aliança formada em torno de Sandro Alex, do PSD, para governador, e Rafael Greca, do MDB, para vice-governador.

As decisões foram tomadas na noite de segunda-feira, 3 de agosto, durante convenção realizada no Clube Urca, em Curitiba. Conforme a ata encaminhada à Justiça Eleitoral, apenas uma chapa foi registrada e todas as deliberações ocorreram por unanimidade e aclamação.

O encontro começou às 18h30 e terminou às 20 horas. Os trabalhos foram presididos por Rodrigo Maranhão Khury, por delegação do presidente estadual do Republicanos, deputado federal Pedro Lupion. Guilherme de Vasconcellos Almeida atuou como secretário da convenção.

Aliança reúne PSD, MDB e Republicanos

O documento confirma formalmente o núcleo da chapa apoiada pelo grupo político do governador Ratinho Junior. O Republicanos aprovou coligação com o PSD, responsável pela candidatura de Sandro Alex ao governo, e com o MDB, que indicou Rafael Greca para vice.

A convenção do Republicanos não escolheu diretamente os candidatos a governador e vice-governador. A legenda reconheceu e aprovou os nomes definidos anteriormente pelas convenções do PSD e do MDB.

A composição representa a convergência de três partidos que, durante a pré-campanha, chegaram a trabalhar com projetos próprios. Rafael Greca havia sido lançado pelo MDB como pré-candidato ao governo, enquanto Alexandre Curi chegou a deixar o PSD e se filiar ao Republicanos para disputar o Palácio Iguaçu.

Curi abandonou posteriormente a corrida ao governo e passou a integrar o projeto de continuidade do grupo de Ratinho Junior como candidato ao Senado. Greca, por sua vez, aceitou ocupar a posição de vice de Sandro Alex.

O desenho aprovado é:

  • Sandro Alex, do PSD, para governador;
  • Rafael Greca, do MDB, para vice-governador;
  • Alexandre Curi, do Republicanos, para uma das vagas ao Senado.

A coligação ainda poderá receber outros partidos e federações. A denominação oficial da aliança também não foi definida e será escolhida pelas Executivas das legendas participantes.

Suplentes e segunda vaga permanecem indefinidos

Alexandre Curi concorrerá ao Senado com o número 100. No entanto, a ata não apresenta os nomes do primeiro e do segundo suplentes.

Cada candidatura ao Senado precisa ser registrada com dois suplentes, que poderão assumir o mandato em situações como afastamento, licença, renúncia, cassação ou morte do titular. A definição deverá ocorrer antes da apresentação do pedido de registro à Justiça Eleitoral.

O Paraná elegerá dois senadores em 2026, mas a convenção do Republicanos aprovou somente a candidatura de Curi. A segunda posição da aliança continua aberta e poderá ser preenchida após novas negociações.

A ata delega à direção estadual poderes para definir a composição final da chapa, escolher, remover ou substituir candidatos e formalizar novas alianças sem a necessidade de outra convenção.

Cláusula flexibiliza apoios em outras disputas

Um dos pontos políticos mais relevantes da ata está na aplicação das regras de fidelidade partidária. O documento estabelece que o dever de apoio dos filiados do Republicanos se aplica expressamente à candidatura de Alexandre Curi ao Senado.

Ao mesmo tempo, registra que não será considerada infração disciplinar a manifestação de apoio a outras candidaturas majoritárias integrantes de coligação diferente.

Na prática, a redação protege a candidatura de Curi como prioridade partidária, mas concede margem para que filiados adotem posições distintas em outras disputas majoritárias. Essa flexibilização pode ser importante principalmente na eleição presidencial e na definição da segunda candidatura ao Senado.

Quem é Alexandre Curi

Alexandre Curi está no sexto mandato consecutivo como deputado estadual e preside a Assembleia Legislativa do Paraná no biênio 2025-2027. Natural de Curitiba e formado em Gestão Pública, iniciou sua trajetória eleitoral como vereador da capital, eleito em 2000.

Em 2002, conquistou o primeiro mandato na Assembleia Legislativa. Nas eleições de 2006 e 2010, foi o deputado estadual mais votado do Paraná. Em 2022, voltou a liderar a votação para a Alep.

Curi é neto do ex-deputado Aníbal Khury, que também presidiu a Assembleia Legislativa. Sua atuação é marcada pela articulação com prefeitos e lideranças municipais. Confira o perfil institucional do parlamentar.

Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 27 de julho, Curi apareceu com 10% das intenções de voto no principal cenário para o Senado. Em uma simulação sem Alvaro Dias, o candidato do Republicanos chegou a 14%, em situação de empate técnico com Deltan Dallagnol, Filipe Barros e Gleisi Hoffmann. Veja os resultados da pesquisa.

A posterior desistência de Alvaro Dias, anunciada em 3 de agosto, tende a reorganizar a disputa pelas duas vagas, embora somente novas pesquisas possam medir para onde será transferida a preferência dos eleitores.

Republicanos lança 48 candidaturas proporcionais

A convenção também homologou 23 candidatos a deputado federal e 25 a deputado estadual. As duas nominatas concorrerão isoladamente, pois as coligações não são permitidas nas eleições proporcionais.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, foram escolhidos 16 homens e sete mulheres. As candidaturas femininas representam 30,4% da nominata.

Entre os nomes estão o deputado federal Pedro Lupion, candidato à reeleição com o número 1000; Alexandre Leprevost, número 1011; Emerson Petriv, conhecido como Boca Aberta, número 1007; General Hermeson, número 1004; e Jorge Derbli, número 1066.

Para a Assembleia Legislativa, o Republicanos homologou 17 homens e oito mulheres. A participação feminina corresponde a 32% da nominata.

Entre os candidatos estão Ney Leprevost, número 10669; a cantora Mara Lima, número 10456; Coronel Figueiredo, número 10999; Cabo Espindola, número 10190; e Evandro da Unifamma, número 10321.

Somadas as duas chapas proporcionais, o partido lançou 48 candidaturas: 33 homens e 15 mulheres. As duas nominatas atendem separadamente ao percentual mínimo de 30% de candidaturas de cada gênero exigido pela legislação eleitoral.

Executiva poderá alterar toda a composição

A convenção concedeu amplos poderes à Comissão Executiva Provisória Estadual do Republicanos. A direção poderá preencher vagas remanescentes, substituir candidatos, adequar as nominatas e alterar a composição da chapa majoritária.

Também caberá à Executiva apresentar os pedidos de registro, responder às diligências da Justiça Eleitoral e deliberar sobre renúncias, desistências, indeferimentos ou cassações.

A amplitude da autorização significa que a composição divulgada na ata ainda pode sofrer mudanças antes do registro definitivo. As alterações poderão ser feitas sem a convocação de uma nova convenção, desde que sejam respeitadas a legislação eleitoral e as diretrizes da direção nacional do partido.

O prazo para a realização das convenções terminou nesta quarta-feira, 5 de agosto. Partidos e coligações têm até as 19 horas de 15 de agosto para protocolar os pedidos de registro. A propaganda eleitoral geral começa em 16 de agosto, conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral.

A homologação em convenção representa a escolha partidária. As candidaturas ainda dependem da apresentação da documentação e da análise dos pedidos de registro pela Justiça Eleitoral.


Nota de transparência: Esta reportagem foi elaborada a partir da análise da ata oficial da Convenção Estadual do Republicanos e de consultas a fontes públicas, institucionais e jornalísticas, com auxílio de ferramentas de inteligência artificial. O conteúdo foi organizado e revisado pela redação do Portal Fatos do Iguaçu.

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