Cristina Graeml, sorridente e usando blazer cinza, conversa com uma pessoa durante um evento ao ar livre.

A jornalista Cristina Graeml foi confirmada pelo PSD como candidata ao Senado pelo Paraná nas Eleições de 2026 — Foto: reprodução redes sociais

Jornalista concorrerá isoladamente, com Jackson André e Marcos Baumgart como suplentes; aliança ao Governo reúne sete partidos ou federações e terá Rafael Greca como vice

Redação Portal Fatos do Iguaçu


O PSD do Paraná confirmou a jornalista Cristina Graeml como candidata ao Senado nas Eleições de 2026. A decisão completa a estratégia majoritária do partido, que também oficializou a coligação “A Mudança Continua”, formada em torno de Sandro Alex para governador e Rafael Greca, do MDB, para vice-governador.

As definições foram tomadas na noite de quarta-feira, 5 de agosto, durante uma reunião dos delegados e da Comissão Executiva Estadual do PSD. O encontro ocorreu na sede da legenda, no bairro Ahú, em Curitiba.

Conforme a ata encaminhada à Justiça Eleitoral, Cristina Graeml utilizará o número 555. Jackson André dos Santos foi escolhido como primeiro suplente, enquanto Marcos Renato Baumgart ocupará a segunda suplência.

Todas as decisões foram aprovadas por unanimidade.

Cristina Graeml concorrerá isoladamente

Um dos pontos centrais do documento é a forma como a candidatura ao Senado foi registrada. O resumo gerado pelo sistema CANDEx informa que Cristina Graeml “concorrerá isolado”.

Isso significa que a chapa ao Senado é formalmente do PSD, sem integrar uma coligação senatorial com os demais partidos que apoiam Sandro Alex para o Governo do Estado.

A composição ficou definida da seguinte forma:

  • Cristina Graeml — candidata ao Senado — número 555;
  • Jackson André — primeiro suplente;
  • Marcos Baumgart — segundo suplente.

Na parte narrativa da ata, o número 555 é atribuído aos três integrantes. No CANDEx, somente Cristina aparece com a numeração, enquanto os campos dos suplentes estão em branco. Isso ocorre porque os suplentes não possuem candidatura independente e acompanham o número do titular.

A participação isolada na eleição ao Senado não impede o PSD de integrar uma coligação para governador. O entendimento do Tribunal Superior Eleitoral admite que partidos coligados para o Governo lancem isoladamente candidaturas ao Senado quando não houver uma coligação específica para esse cargo. Confira o entendimento do TSE.

Definição preenche espaço deixado em aberto

A candidatura de Cristina Graeml ocupa o espaço que permaneceu indefinido durante as negociações do grupo governista.

Na convenção estadual realizada em 25 de julho, o PSD confirmou Sandro Alex para o Governo do Paraná e manifestou apoio à candidatura de Alexandre Curi, do Republicanos, ao Senado. A definição do segundo nome da base ficou para uma etapa posterior.

Curi foi oficialmente homologado pelo Republicanos em 3 de agosto. Dois dias depois, o PSD utilizou os poderes delegados pela convenção para lançar Cristina Graeml como candidata própria.

Com isso, o grupo político ligado ao governador Ratinho Junior passa a ter dois nomes na disputa pelas duas vagas ao Senado:

  • Alexandre Curi, pelo Republicanos;
  • Cristina Graeml, pelo PSD.

Embora estejam vinculados ao mesmo projeto para o Governo do Paraná, as candidaturas senatoriais foram formalizadas separadamente por seus respectivos partidos.

Quem é Cristina Graeml

Cristina Graeml é jornalista e ganhou projeção política nas Eleições Municipais de 2024, quando disputou a Prefeitura de Curitiba pelo então Partido da Mulher Brasileira, o PMB.

Ela avançou para o segundo turno contra Eduardo Pimentel, do PSD. No primeiro turno, recebeu 291.523 votos, correspondentes a 31,17% dos votos válidos. Confira o resultado divulgado pelo TSE.

Posteriormente, passou por outras legendas antes de se filiar ao PSD, partido pelo qual disputará o Senado em 2026.

Cristina já vinha participando de encontros regionais do PSD ao lado de Sandro Alex, Alexandre Curi e lideranças ligadas ao governador Ratinho Junior. Veja o registro de sua participação em eventos do partido.

Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 27 de julho, ela apareceu com 5% das intenções de voto em um cenário que não incluía Alvaro Dias. Confira os números da pesquisa.

Os levantamentos representam apenas o momento em que foram realizados e não permitem antecipar o resultado da eleição.

Coligação reúne sete forças partidárias

Para a disputa ao Governo do Paraná, o PSD formalizou a coligação “A Mudança Continua”.

A aliança é composta por:

  • PSD;
  • MDB;
  • Republicanos;
  • Avante;
  • Federação PSDB/Cidadania;
  • Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP;
  • Democrata.

A chapa terá Sandro Alex, do PSD, como candidato a governador, com o número 55. Rafael Greca, do MDB, será o candidato a vice-governador.

A composição consolida as decisões tomadas separadamente nas convenções das legendas. O PSD havia homologado Sandro Alex em 25 de julho. O MDB aprovou Greca como vice em 2 de agosto, encerrando seu projeto anterior de candidatura própria ao Governo do Estado.

Republicanos, Avante, PSDB/Cidadania, União Progressista e Democrata também aprovaram ou autorizaram a participação na aliança.

Rafael Greca aparece sem número próprio

No resumo do CANDEx, Sandro Alex aparece com o número 55. Rafael Greca está com o campo de número em branco.

A ausência de numeração própria para o vice não representa irregularidade. Nas eleições para governador, o candidato a vice integra uma chapa única e utiliza o mesmo número do candidato titular.

A ata registra a anuência do PSD à indicação de Greca e confirma que ele é filiado ao MDB.

Cadastro não repete o PSD na composição

Na parte narrativa, a ata informa expressamente que a coligação é formada por PSD, MDB, Republicanos, Avante, PSDB/Cidadania, União Progressista e Democrata.

No campo automático “Dados da Coligação”, entretanto, aparecem Republicanos, MDB, Democrata, Avante, PSDB/Cidadania e União Progressista. O PSD não é repetido nessa relação.

Como o documento é apresentado pelo próprio PSD, a ausência pode decorrer da forma como o sistema exibe a agremiação responsável e os partidos aliados. A narrativa não deixa dúvida de que o PSD integra e lidera a coligação.

O campo também apresenta corretamente o nome “A Mudança Continua” e João Carlos Ortega como representante.

Representação da aliança é modificada

A reunião promoveu um ajuste na representação da coligação em relação ao que havia sido indicado durante a convenção.

João Carlos Ortega foi homologado como representante da aliança perante a Justiça Eleitoral. Ele terá atribuições equivalentes às de presidente partidário no acompanhamento dos interesses e processos da coligação.

Sandra Mara Duda Cristo foi designada como delegada.

Também foram credenciados os advogados e delegados Paulo Manuel de Sousa Baptista Valério e Cassio Prudente Vieira Leite para a prática dos atos necessários perante a Justiça Eleitoral.

Decisão foi tomada por três delegados

A reunião contou com três delegados nomeados pela convenção estadual:

  • João Carlos Ortega, que presidiu os trabalhos;
  • Norberto Anacleto Ortigara, secretário do ato;
  • Sandra Mara Duda Cristo.

A convenção havia autorizado os três a atuar conjuntamente ou de forma isolada para formalizar coligações, definir representantes e incluir, retirar ou substituir partidos e candidatos.

A reunião começou às 17h30. O resumo do CANDEx registra encerramento às 20 horas e transmissão à Justiça Eleitoral às 21h51.

Ata não altera as nominatas proporcionais

O documento analisado trata da consolidação da chapa majoritária e da candidatura do PSD ao Senado. Ele não apresenta novas listas para deputado federal ou deputado estadual.

Isso não significa que o partido deixará de disputar as eleições proporcionais. As nominatas foram homologadas anteriormente, durante a convenção estadual de 25 de julho.

Naquele encontro, o PSD também confirmou Sandro Alex para o Governo e formalizou suas chapas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa. Relembre a convenção estadual do PSD.

A reunião de 5 de agosto foi um ato complementar destinado a preencher vagas, consolidar alianças e encaminhar os registros.

Próximas etapas

O PSD autorizou seus representantes a elaborar e apresentar o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, o DRAP, e os Requerimentos de Registro de Candidatura, conhecidos como RRC.

A direção também poderá corrigir falhas ou omissões e responder às diligências determinadas pela Justiça Eleitoral.

Partidos e coligações têm até as 19 horas de 15 de agosto para protocolar os pedidos de registro. A propaganda eleitoral geral começa em 16 de agosto. Consulte o calendário oficial das Eleições de 2026.

A homologação partidária representa a escolha política dos nomes, mas todas as candidaturas ainda dependerão da apresentação da documentação e da análise da Justiça Eleitoral.


Nota de transparência: Esta reportagem foi elaborada a partir da análise integral da ata da reunião dos delegados e da Comissão Executiva Estadual do PSD do Paraná e de consultas a informações públicas, institucionais e jornalísticas. Foram utilizadas ferramentas de inteligência artificial na leitura, conferência e organização dos dados. O conteúdo foi revisado pela redação do Portal Fatos do Iguaçu, responsável pela apuração e publicação.

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