PRA UM MATE DE MADRUGADA

Por Marcos Serpa

Ando meio pensativo, distante e andejo,

Volto no tempo, cativo de algum beijo,

Por horas ainda vivo, volteando um solfejo,

Ressabio de luas, com sabores de um beijo.

 

Assim vou lavando a erva, nesse mate madrugueiro,

Entro noite adentro, na lua um sonho estreleiro,

Buscando por conta incerta, uma lembrança que se perdeu,

E vai por alma descoberta, que pelos teus olhos renasceu.

Ando pensativo longe de tanto, vou entregando a alma,

Cuidando a cada canto, desse galpão em calma,

Que mais parece ter alma, e fazer mais que meu pensamento,

Possa sentir que se agranda, algum sentimento ou lamento.

 

LUA NOVA – JULHO/2019

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