Francisco Carlos Caldas

Desde os tempos de juventude e antanho, nos posicionávamos como cidadão e político de centro esquerda.

Mudamos nos últimos tempos para centro direita, porque como adepto do equilíbrio, do médio, do “In médio stat virtus” (a virtude está no meio) da expressão latina,  componente da classe média baixa, cada vez mais estamos nos afastando e nos ojerizando com o comunismo e “socialismo” só de nome e araque. E não a Cuba, Rússia, Fidel Castro, Che Guevara, Putin, por ideias e ações praticadas.

Traduzindo a mudança para números para facilitar compreensão: de 0 (zero)  como horrível e inconcebível comunismo e 10 (dez) capitalismo e não selvagem que compactuamos. A média é 5,  se antes éramos 4, 4,5 agora passamos para 5,5, 6,0 ou 7,00.  Aliás 5,5 a 7,00 são os números da minha vida. O ideal e desejável era o 9, mas nos faltou competência, maior:  ambição, dedicação, trabalho e inteligência, e tivemos que nos contentar com uma espécie de nota da vida, entre 5,5 à 7,0, o que já é mais ou menos e tá logo do bão.

Esses posicionamentos são importantes na vida das pessoas, assim como contra ou favor disso e daquilo.

Por exemplo este cara pálida, odeia a corrupção, detesta invasões de terras e bloqueio de rodovias, não gosta entre outras coisas de: patrimonialismo, assistencialismo, exploração dos mais fracos e oprimidos,  privilégios, mordomias públicas,  marajás,  funcionários fantasmas que não trabalham ou trabalham muito pouco com infelizmente há vários por estas plagas. Não gosta de enrolação,  desperdícios, de resíduos sólidos virarem lixo por más destinações, de irresponsabilidade na criação de cães soltos e abandonados. Combate procriações desenfreadas e falta de planejamento familiar, principalmente nos segmentos mais vulneráveis da população. Não gosta de dívidas, ostentações, pessoas querendo aparentar o que não são e o que não tem.

Enfim, fundamental ter posições claras na vida. O querer estar de bem com todo mundo, é uma quase desgraça, principalmente na vida pública. Você vira um COISÃO. Nem Cristo agradou a todo mundo.

Para quem gosta ou tem pretensões políticas, têm que ter definições, inclusive quanto a filiação partidária, e não trocar de partido, correligionários de peleias, como se troca de roupas.

Errar é humano, persistir no erro é burrice; renovar, se reciclar, melhorar, se aperfeiçoar é preciso, mas em nome disso você não pode virar um vira tripa, um Maria vai com as outras, um volúvel que flutua ao sabor do vento e conjuntura. Já fomos fã de Geraldo Alckmin, mas depois de tudo que ele disse e atacou Lula e PT, agora se sujeitar a ser candidato a Vice dele, é o fim da picada, da rosca, uma abominável indecência e incoerência.

Na vida pública e particular é importante ter posicionamentos, entre outros com os princípios do LIMPE (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência), eficácia, pragmatismo, com o justo, a decência e dignidade.

Fundamental também  se    ter jogo de cintura, flexibilidade; paciência e compreensão com os diferentes, esquisitos, com comunistas, ditadores, com  “os fracos” como dizia seu Osmindo Lustosa Mendes; tentar se defender de ladrões, corruptos, mas a caminhada não vem sendo nada fácil, mas se entregar, desistir nunca e mais uma vez não tá morto quem peleia.

(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e cidadão).

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