Foto: Arquivo/Fatos do Iguaçu

Redação Portal Fatos do Iguaçu


A insatisfação com a sobrecarga na rede de saúde pública regional e a preocupação com a segurança e o bem-estar dos pacientes levaram a moradora Sidelma Aparecida de Lima (Cida Lima) a iniciar um movimento popular pela reabertura do Hospital Santa Cruz de Pinhão. A iniciativa ganhou corpo com a criação de um grupo no WhatsApp intitulado “Você é a Favor de Reabrir o Hospital”, que busca mobilizar a sociedade e pressionar o Poder Público.

Cida Lima, em depoimento à reportagem, explicou que a ideia surgiu após acompanhar inúmeras reclamações nas redes sociais e receber mensagens privadas de cidadãos e até mesmo de profissionais de saúde de Guarapuava, relatando o colapso do sistema regional.

“A gente resolveu abrir esse grupo porque de muitas demandas que eu estava acompanhando pelas redes sociais, o pessoal comentando a respeito do fechamento do hospital, os hospitais da região, no caso de Guarapuava, sobrecarregado,” afirmou Cida Lima.

O Drama da Sobrecarga e o Risco de Vida

A principal motivação do movimento é o grave impacto do fechamento do hospital no atendimento de urgência e emergência em Pinhão. A cidade conta apenas com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que, por sua natureza, possui tempo limite para a permanência de pacientes.

Segundo Cida Lima, a falta de leitos hospitalares em Pinhão força o encaminhamento de pacientes para Guarapuava, gerando situações críticas:

  • Espera Prolongada na UPA: Pacientes em estado grave, por vezes, chegam a ficar até três dias internados na UPA, aguardando a liberação de vaga em hospitais de Guarapuava.
  • Procedimentos sem Anestesia: Em casos extremos e urgentes, procedimentos cirúrgicos que deveriam ser realizados sob anestesia teriam sido feitos sem o recurso, conforme relato da mobilizadora sobre experiências na própria família.
  • Alto Risco no Transporte: Quando a vaga finalmente é aberta, a transferência para Guarapuava exige uma UTI móvel, aumentando o risco de óbito do paciente durante a viagem e o cansaço das equipes, além dos riscos inerentes às rodovias.

Estrutura Pronta e Questão de Vontade Política

A mobilizadora aponta que a reabertura é viável e economicamente vantajosa para o município. Ela informa que a estrutura do Hospital Santa Cruz está disponível para negociação, e que o imóvel possui 7.500 metros quadrados de área, sendo 2.500 metros de área construída.

“Eu estive lá visitando os aparelhos ali, os equipamentos do hospital e os equipamentos clínicos, todos funcionando. E os proprietários têm a intenção de vender o imóvel,” revelou Cida Lima.

A sugestão do grupo é que a prefeitura adquira o imóvel, readequando o hospital “como manda o figurino” e, possivelmente, realocando a estrutura da UPA para o local, o que resultaria em um “ganho muito grande” para a população.

Cida Lima também resgata o histórico do fechamento, citando que o hospital teria encerrado suas atividades em função do corte de convênios, indicando que a retomada da parceria com o poder público é crucial para a sobrevivência da unidade.

O movimento, que conta também com a iniciativa de baixo-assinado do cidadão Ademilson Martins, busca ser a voz da população que, muitas vezes, tem “medo de falar”.

“A gente é a voz dessas pessoas que têm medo de falar. Eu tô pedindo muito a Deus que Deus toque na mente do prefeito, toque no coração dele e ele, no caso, ouça o grito dessa população, que está aí gritando por esse hospital reaberto novamente,” finalizou.


Participe! A população que deseja se juntar à mobilização pode entrar no grupo de WhatsApp “Você é a Favor de Reabrir o Hospital” através do link: https://chat.whatsapp.com/BoxomEHpypp6i3BkVm5upQ?mode=wwt


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