Francisco Carlos Caldas

Quando iniciamos a nossa militância política partidária em 10/11/1981 a gente apoiava político e Deputados que viravam nossos parceiros para questões de interesse bem amplo e coletivo, entre outras  em causas como: para fazer a rodovia PR-459 (asfalto), instalação da Comarca e elevação para entrância intermediária, melhorias e viaturas para a Polícia (segurança pública como um todo), inserções em projetos como Casa da Família (162 casas do Núcleo Habitacional Darci Brolini), casas populares em parceria com a COHAPAR, o Gralha Azul (sede da APAE),  implantação da Vila Rural no Guarapuavinha, construção e ampliação de escolas, cascalhamento da estrada do Faxinal dos Ribeiros a Pinhalzinho, construção do Centro de Eventos Atilio Chaves Ferreira, Praça Darci Brolini, ampliação de prédio do Lar do Idoso, calçamento do acesso ao Parque Coronel Lustosa  e ações nessa linhagem. Foi assim que já fomos cabos eleitorais de: José Richa, Álvaro Dias, Requião, Trajano e Candinho Bastos, Nivaldo Kruger, Artagão de Mattos Leão e Frangão, em cima de causas, valores, ideias e anseios de interesse público.

E obras, viaturas, maquinários, enfim recursos, não vinham assim como realização de um Deputado, de um Vereador, mas de uma conquista de ações governamentais mais dos Chefes dos Poderes Executivos, em que Deputados e Vereadores, não viravam estrelas, uma espécie de provedores de recursos, pais das crianças, heróis, salvadores da pátria, e que na prática meio que transformaram Vereadores em cabos eleitorais de luxo para deputados se reelegerem, e eles próprios.

Pinhão tem um divisor de águas, antes e depois do Deputado Hermes Frangão Pacianello/FRANGÃO, que é expert, eficaz e eficiente e descobriu os caminhos das pedras para viabilizar recursos para os Municípios de suas bases eleitorais, entre os quais Pinhão, desde o final da década de 1990. Mas, nesse caso, pleitos são formulados em reuniões com a sua militância do MDB, emendas e coisas acontecem, como por exemplos, construção do Centro de Eventos Atilio Chaves Ferreira, ampliação de prédio do Lar do Idoso, calçamento do acesso ao Parque Coronel Lustosa, várias patrulhas rurais, retro, patrola, mas em nome de um colegiado e não para enaltecer, João ou Maria, Zé ou Mané, Ciclano ou Beltrano, e sim beneficiar necessidades, comunidades, causas de interesse e bem público.

E individualmente nenhum político municipal ou Vereador pode ficar se vangloriando, de que trouxe emendas de “x” milhões para lá e para cá, e que é um herói ou heroína, e alguns que depois sem mandato viram assessores de interior para não dizer “funcionários fantasmas” de Deputados, o que é uma indecência para não dizer “pouca vergonha”.

Constatamos na nossa militância política partidária de mais de 4 décadas num mesmo Partido, e mais perdendo eleições do que vencendo, que Vereador por exemplo, se for atuar como Vereador de Verdade, sem emendas personalísticas de Deputados, sem: patrimonialismo, assistencialismo e outros “ismos”, ou com extrapolações de gastos e crimes eleitorais em campanha tem poucas chanches de se reeleger.

E o processo fiscalizatório que é a função mais relevante de um Vereador de Verdade, é uma missão árdua, desgastante, muito trabalhosa e que raros se dispõem a fazer, e quando fazem é mais para a mídia, facebook, redes sociais, galera, que o diga, como são feitas as Comissões Especiais de Inquéritos-CEIs, nos últimos tempos, e o que foi feito com o projeto de Resolução nº. 01/2021, de 15/2/2021, de divisão proporcional, racional e justa dos trabalhos fiscalizatórios.

Por essas e outras, e que em 2005 construímos e criamos um espaço para uma Escolinha de Política e Cidadania, na rua Nilo Vivier, nº. 89, quadra do Fórum de Pinhão, mas que nos últimos tempos não mais conseguimos reunir gente para repasse de conhecimento, informações, orientações, materiais reflexivos de política e cidadania, e em que lá já fizeram falas, entre outros: Francisco Dellê,  Elias Farah Neto (ex-Prefeito do Candói), Sebastião Almir Caldas de Campos (ex-Prefeito de Reserva do Iguaçu),  André Ferreira, Cleber da Silva Amado, Odir Antonio Gotardo (antes de ser Prefeito de Pinhão), Ivonei Oliveira Lima, Francisco Deodoro Sens.

E onde o MDB de Pinhão, se reúne há mais de década e meia, as primeiras quintas feiras de cada mês e local de muitas reuniões políticas, e das eleições de 2008 para cá, com candidatos a Prefeitos não eleitos em 2008 e 2020 e eleitos em 2012 e 2016, como é do jogo político, da vida e do regime democrático, que é que está mais de acordo com a condição social, livre e reacional do ser humano.

No Executivo, entra e sai governo, e as vicissitudes alteram poucas coisas, as vezes mudam de nomes e endereços, e portais de transparências e publicidades oficiais, por si só não conseguem deter vícios e lambanças.

Para encerrar, ser bom, honesto é da natureza humana de criação a imagem e semelhança de Deus, e não é mais do que obrigação, dever de cada um; já o ser eficaz, eficiente, espírito empreendedor, ser grato, preservacionista, estadista, depende de muito esforço, estudo, de muito trabalho, talento, de muita dedicação, valores e virtudes do gênero e isso não são muitos os que os têm.

(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

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