Convenção confirmou aliança com Novo e Podemos; segunda vaga ao Senado ficou reservada ao Novo, enquanto vice-governador e suplentes ainda serão definidos
Redação Portal Fatos do Iguaçu
O Partido Liberal oficializou o senador Sergio Moro como candidato ao Governo do Paraná e o deputado federal Filipe Barros como candidato ao Senado nas Eleições de 2026. As escolhas foram aprovadas durante a convenção estadual do PL, realizada presencialmente no sábado, 1º de agosto, em Curitiba.
A reunião ocorreu no Espaço Torres, no bairro Jardim Botânico, entre as 10h e as 11h30. Segundo a ata encaminhada à Justiça Eleitoral, as propostas foram aprovadas por unanimidade e por aclamação.
O documento foi transmitido pelo Sistema de Candidaturas da Justiça Eleitoral, o CANDex, às 20h14 de domingo (2). A convenção foi presidida por Filipe Barros, que também ocupa a presidência da Comissão Provisória Estadual do PL no Paraná, e secretariada por Marcelo de Lima Urbaneja Filho.
Chapa ao Governo ainda não está completa
Sergio Fernando Moro foi aprovado como candidato a governador, com o nome de urna “Sergio Moro” e o número 22. A convenção também autorizou a formação de uma coligação majoritária composta inicialmente por PL, Novo e Podemos, mantendo aberta a possibilidade de ingresso de outras legendas.
A ata, entretanto, não apresenta o nome do candidato a vice-governador. A definição foi delegada à direção estadual do PL, que poderá escolher, ajustar, substituir e homologar o nome em negociação com os partidos aliados.
Também ficaram em aberto o nome oficial da coligação e a indicação de seu representante perante a Justiça Eleitoral. Esses campos aparecem sem preenchimento na parte do documento gerada pelo CANDex.
A escolha de Moro confirma a mudança promovida pelo PL no cenário político paranaense. O senador deixou o União Brasil e ingressou no Partido Liberal em março de 2026 para disputar o Governo do Estado. A articulação também marcou sua reaproximação com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moro foi ministro da Justiça e Segurança Pública durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2020. Ele deixou o cargo após acusar o então presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. Em 2026, o senador passou a integrar o projeto eleitoral do PL e assumiu o compromisso de oferecer palanque no Paraná à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Filipe Barros é confirmado para o Senado
O PL escolheu Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro como candidato a senador. O deputado federal utilizará o nome de urna “Filipe Barros” e o número 222.
Como cada estado elegerá dois senadores em 2026, a coligação decidiu reservar a segunda candidatura ao Senado para o Partido Novo. A convenção do PL não menciona nominalmente o escolhido pela legenda parceira, mas a ata da convenção estadual do Novo oficializou Deltan Dallagnol para ocupar a vaga.
Os nomes do primeiro e do segundo suplentes de Filipe Barros também não foram apresentados. A escolha e a homologação dos suplentes ficaram sob responsabilidade da direção estadual do PL.
A composição planejada reúne três figuras identificadas com a antiga Operação Lava Jato e com o campo político da direita: Sergio Moro na disputa pelo Governo, Deltan Dallagnol e Filipe Barros nas duas vagas ao Senado.
Documento diferencia convencionais e demais participantes
A ata informa que 26 pessoas foram credenciadas como convencionais, ou seja, possuíam título estatutário para participar das deliberações. Não houve apresentação de procurações.
A lista geral anexada ao documento, porém, contém 93 nomes. Essa relação inclui convencionais e outras pessoas que participaram do evento, não significando que todos os presentes tinham direito a voto.
Entre os nomes registrados na lista estão Sergio Moro, Rosangela Moro, Filipe Barros, Fernando Francischini, Delegado Fahur, Aline Sleutjes, Ricardo Arruda e outras lideranças estaduais do PL.
A convenção foi convocada por edital publicado em 23 de julho. Conforme a ata, a Comissão Provisória Estadual estava vigente e regularmente anotada perante a Justiça Eleitoral, condição que lhe permitia convocar e dirigir o encontro.
Candidaturas proporcionais continuam indefinidas
O PL aprovou o lançamento de candidatos a deputado federal e deputado estadual, mas a ata não apresenta os nomes nem os números dos integrantes das chapas proporcionais.
A elaboração definitiva das listas ficou a cargo da Comissão Provisória Estadual. A direção partidária poderá preencher vagas remanescentes, promover substituições e ajustar os números dos candidatos dentro dos prazos previstos na legislação.
As listas deverão respeitar o limite máximo de candidaturas, as condições individuais de elegibilidade e os percentuais mínimos e máximos de gênero determinados pelas normas eleitorais.
Nas eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, os partidos não podem formar coligações. Portanto, apesar da aliança na disputa pelo Governo e pelo Senado, PL, Novo e Podemos apresentarão separadamente suas listas de candidatos a deputado.
Direção poderá modificar a composição
A convenção concedeu amplos poderes à direção estadual do PL para concluir as negociações da chapa. O partido poderá incluir ou retirar legendas da coligação, definir o candidato a vice-governador, indicar os suplentes de Filipe Barros e promover alterações nas listas proporcionais.
O diretório também poderá substituir candidatos em casos de desistência, renúncia, falecimento, inelegibilidade, indeferimento ou cassação de registro, desde que respeitados os limites legais.
A autorização valerá até a conclusão do processo de registro das candidaturas e das providências decorrentes. As decisões deverão seguir a legislação eleitoral, o estatuto e as normas internas do PL.
Escolha em convenção ainda depende de registro
A aprovação partidária representa uma etapa obrigatória, mas não significa que as candidaturas já estejam definitivamente autorizadas.
Depois da convenção, partidos e coligações precisam apresentar os Requerimentos de Registro de Candidatura. A Justiça Eleitoral analisará a documentação, as condições de elegibilidade e eventuais pedidos de impugnação antes de decidir sobre cada registro. Entenda como funciona o registro de candidaturas.
As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto. O prazo para apresentação dos registros termina às 19h de 15 de agosto, e a propaganda eleitoral geral começa no dia 16. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Confira o calendário eleitoral do TSE.
Até o encerramento do prazo de registro, a aliança liderada pelo PL ainda precisará definir o candidato a vice-governador, os suplentes das candidaturas ao Senado, o nome e o representante da coligação e as listas para deputado federal e estadual.
Nota de transparência: Esta reportagem foi elaborada pela Redação do Portal Fatos do Iguaçu a partir da análise da ata da convenção estadual e de consultas a fontes públicas, com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial na pesquisa e organização das informações. O conteúdo foi revisado pela equipe editorial, responsável pela apuração e publicação.
