O senso comum tem uma tendência de hostilizar, se antipatizar com os que causaram acidentes, tragédias por culpabilidade, imprudência, negligência e imperícia, e não prever aquilo que é previsível, ou dolo eventual quando você não quer fazer coisa errada mas assume o risco de produzir.
O que nos levou a esta reflexão foi o lamentável ocorrido com um grande ser, um médico, político e cidadão estimado chamado Dr. Antônio França Araújo, de 66 anos que foi vítima de um acidente no centro de Guarapuava, quando transitiva numa via preferencial de motocicleta na tarde de 6/08/2025 foi atingido por um veículo que lhe bateu e que resultou na sua morte na noite de 25 de agosto de 2025, depois da vários dias internado na Capital do Estado.
Anos atrás, na Família Dellê e Bischof da Casa Favorita de Guarapuava, perdemos Leopoldo Francisco Bischof, também médico do Hospital São Vicente, e num acidente parecido com o Dr. Antonio. Só que o primo Leopoldinho estava num veículo (fusca), e no acidente acabou caindo do carro e batendo a cabeço no meio-fio. Pelo que a gente sabe, um acidente teoricamente pequeno que teve grandes consequências.
Guarapuava, Pinhão, Paraná, e todos que conheceram o Dr. Antônio, ficaram muito abalados com a tragédia ocorrida com o mesmo. E na nossa tristeza, também nos colocamos no lugar da mulher – ser humano que estava dirigindo o veículo que bateu no Dr. Antônio. Sentimos dó, piedade, de como está a cabecinha dessa senhora e seus familiares, daí, o enfoque da necessidade de empatia, ou seja, de nos colocarmos no lugar do outro, também das vítimas e análise, circunstâncias das forças, fraquezas e limitações que convergiram para o lamentável ocorrido.
Quando a gente comete algum erro, alguma bobeira; faz um mal negócio, toma prejuízo, causa alguma mal a si ou as outros, nos vem à mente de como seria bom se pudéssemos voltar no tempo e evitar a ocorrência. Algo da linha, eu era feliz e não sabia. Por isso e em função desse contexto, nunca é demais, empatia, cautelas, prevenções, MECANISMOS DE DEFESA em tudo.
A gente caprichando nas coisas, nas ações, atitudes, mesmo assim fazemos coisas desagradáveis e lesivas, agora já dá para imaginar o que acontece com os destrambelhados, com os que não estão nem aí com: as responsabilidades e importância de se ter uma vida digna e honrada, princípios, valores positivos, virtudes, propósitos de nunca causar mal a ninguém.
Nós da família Dellê, já sofremos por várias (8) tragédias humanas. Mortes de: Ângela Cristina Dellê, Teresa Grosko Dellê, Leopoldo Francisco Bischof, Ângelo Cesar Brolini, Alcebiades Ferreira Gonçalves, Luiz Alexandre Dellê, João Gilberto Dellê Sens, Angelita de Fátima Brolini Rech dos Santos, Luana Dellê Ditzel e tragédias matérias de dois grandes incêndios na moradia rural de Aline Dellê Ribas, e estabelecimento residencial e comercial de Ciro Dellê e Jaira Gonçalves Dellê, que até os dias de hoje lembranças nos impactam, e que é importante não esquecermos para reflexões, aprendizado, tomada de consciência que a caminhada da vida, há também revezes, pedras, obstáculos, sofrimentos, e que temos de nos cuidar ao máximo com mecanismos de defesa e prevenções para que coisas ruins não aconteçam, mas acontecem.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).
