Ainda que municipalista e um tanto desfocado das questões do Estado do Paraná, da Nação e do Mundo, já captamos e sentimos que as coisas da economia e seu desenvolvimento não estão bem.
Um reflexo disso, é a quantidade de “Aluga-se” e “Vende-se” que temos constado na cidade de Pinhão, Guarapuava e Curitiba, em que fizemos observações e reflexões.
E como observador e principalmente na Capital, constatamos um montão de espaços de lojas, comércio, fechadas, com placas de aluga-se e vende-se, e movimentações mesmo mais em Shoopings, como Estação e Muller, onde em regra fazemos refeições quando de poucas viagens para lá.
Tempos bem atrás, qualquer espaço que fosse construído em Pinhão, e mesmo movimentações de mudanças de casas e apartamentos para alugar, sobra gente para locar. Agora, pelo visto, as coisas já não estão bem nessa área, salvo as kitnets, que hoje são os xodós de locação, e os melhores investimentos a serem efeitos, e que está numa linhagem interessante e saudável, pois, o melhor é cada ser, cada casal ou família pequena e idosos de menos recursos terem os seus próprios espaços para não dizer cantinhos para morar. Cada um ao seu jeito, com as suas organizações ou baguncinhas.
O setor industrial, de serviços e comércio de Pinhão, e os nossos heróicos produtores rurais, salvo honrosas exceções também nos parecem não estarem vivendo bons momentos, e há ainda o agravamento das questões formais/burocráticas, de tributos, encargos sociais, polêmica mas defensável redução de horas de jornada de trabalho (5×2 no lugar de 6×1); de direitos e mais direitos; de endividamentos que crescem e dizem que já quase 80% das famílias estão endividadas e mitos inadimplentes, e padecendo ônus de juros, multas, pressões de credores.
Outra coisa que achamos cruel, são as pessoas terem que estar se mudando de residência e domicílio de tempos em tempos. São em regra coisas desagradáveis, que trazem prejuízos, danos a mobiliários, principalmente a móveis não de madeiras maciças que são hoje os que mais se tem.
Na época de faculdade, moramos em pensão, depois em república de casa alugada, e nunca gostamos de pagar aluguel, e também remos restrições a fazer locação, por ser algo delicado e potencial de impasses, problemas, e não somos adeptos, de locatários terem que se valer de fiadores, cláusulas de pagamentos antecipados, de pinturas até desnecessárias para restituição de imóveis.
Para encerrar a reflexão, fundamental, importantíssimo, cada ser ou família ter o seu cantinho, o seu quadrado ou kitnetinha para morar, que envolve investimento menor, de menos dispêndios, mais fácil manutenção e de se limpar e viver.
O “Aluga-se” e o “Vende-se” faz parte do comércio e da vida de muitos, mas é uma área delicada e cheia de nuances, problemas, suscetibilidades e todo cuidado ainda é pouco em relação a matéria, e ainda mais com o cerco da reforma tributária, aumentos de riscos de cair em malha fina,
(Francisco Carlos Caldas, advogado, CIDADÃO e municipalista)




