Foto: Nara Coelho/Fatos do Iguaçu

Iniciativa realizada na Invernadinha 1, com apoio da Itaipu, reúne 10 entidades e aposta na alimentação saudável como caminho para desenvolvimento comunitário.

Por Nara Coelho – TV Fatos 


Uma oficina sobre hortas comunitárias realizada na tarde desta segunda-feira, 13 de abril, na comunidade de Invernadinha 1, em Pinhão, reuniu representantes de 10 entidades locais em uma ação voltada à produção de alimentos saudáveis, ao fortalecimento comunitário e à troca de conhecimentos. A atividade aconteceu na sede da Partilha em Produção e integra uma articulação do Instituto dos Saberes Populares, com apoio da Itaipu.

Oficina reúne entidades e aposta na multiplicação do conhecimento nas comunidades

A iniciativa teve como característica central o envolvimento coletivo. Participaram representantes de dez entidades do município, entre elas grupos dos faxinais, associações, cooperativas e projetos sociais. A proposta é que cada participante leve o conhecimento adquirido para sua comunidade de origem, ampliando o alcance da ação e transformando a oficina em um processo contínuo de aprendizado e prática.

Esse modelo de atuação fortalece a organização comunitária e cria uma rede de troca de experiências, onde o conhecimento técnico deixa de ser concentrado e passa a circular entre diferentes grupos do município.

Hortas comunitárias são vistas como alternativa de subsistência, renda e apoio social

Durante a entrevista, o agrônomo Gilberto José Zibette destacou que a proposta das hortas vai além do cultivo de alimentos. Segundo ele, a produção pode garantir a subsistência das famílias, gerar renda por meio da comercialização e ainda contribuir com o abastecimento de entidades locais.

A horta, nesse contexto, se torna uma ferramenta social, capaz de reduzir custos com alimentação, promover segurança alimentar e criar oportunidades econômicas dentro das próprias comunidades.

Produção com manejo orgânico busca alimentos mais saudáveis e nutritivos

Um dos pilares da oficina é o incentivo ao manejo orgânico. O agrônomo explicou que a proposta é produzir hortaliças sem resíduos químicos, com maior qualidade nutricional e mais adequadas ao consumo humano.

Embora a produção ainda não tenha certificação orgânica formal, o método utilizado segue princípios que garantem resultados semelhantes, priorizando a saúde do consumidor e a preservação do meio ambiente.

A proposta também estimula uma mudança de mentalidade, incentivando as pessoas a refletirem sobre a origem dos alimentos e os impactos do consumo na saúde.

Parceria com Itaipu e Instituto dos Saberes Populares viabiliza estrutura e capacitação

A oficina só foi possível graças à articulação entre o Instituto dos Saberes Populares, que está em fase de implantação no município, e o apoio da Itaipu, por meio de convênio que garante recursos e suporte técnico.

Além da capacitação, o projeto fornece kits com ferramentas essenciais para o trabalho nas hortas, como enxadas, rastelos, pás, mangueiras e outros equipamentos. Essa estrutura permite que as comunidades não apenas aprendam, mas tenham condições reais de colocar em prática o que foi ensinado.

Alimentação saudável é apontada como fator essencial para qualidade de vida

Outro ponto de destaque na fala do agrônomo foi a relação entre alimentação e saúde. Ele alertou para o aumento de doenças e problemas que, segundo sua avaliação, podem estar ligados à qualidade dos alimentos consumidos.

Nesse sentido, a produção de alimentos mais naturais e saudáveis é vista como uma forma de prevenção, contribuindo não apenas para o bem-estar físico, mas também para a qualidade de vida das pessoas.

Projeto reforça união como caminho para o desenvolvimento local

A oficina também evidenciou a importância da união entre entidades, instituições e comunidade. A construção coletiva da horta, com participação ativa dos envolvidos, demonstra que iniciativas simples, quando realizadas em parceria, podem gerar resultados concretos.

A mensagem final do trabalho é clara: quando diferentes forças se unem em torno de um objetivo comum, o desenvolvimento acontece — não apenas no campo, mas também na vida das pessoas.

ASSISTA A ENTREVISTA:

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