Na manhã de 1º/6/26, tive um sonho como o meu saudoso amigo e correligionário político Darci Brolini. O sonho foi que ele estava fazendo os atendimentos de praxe no gabinete e de porta aberta, conjunta e pública, e eu sem ser seu assessor estava lhe dando um mão nos pedidos do povo. E tudo que estava sendo pedido eu colocava no papel para os reivindicantes assinarem em baixo. Foram várias reivindicações, e ao passar a lista com uns 5 ou 6, Darci se sensibilizou com uma preocupação de um velhinho que estava preocupado com uma cadelinha que estava acompanhando o caminhão de coleta de lixo e com risco de ser atropelada.
Isso veio de encontro a forma que atuamos nos nossos 4 mandatos eletivos, em que as coisas que as pessoas pediam e sugeriam, a gente colocava no papel e em regra as pessoas assinavam em baixo sobre ajuda, sugestão, contrariedade ou reivindicação. Uma utilidade disso: limita, constrange pedidos e/ou reclames indevidos, ímprobos ou coisas desse tipo. E se o colocado e assinado for coisa justa, plausível, fica ruim não atender ou levar em consideração o escrito (o documentado).
Em assistência social e ajudas de um modo geral, salutar também registros dessas coisas, não para promoção pessoal, ficar se vangloriando, mas para os controles, prevenções contra assistencialismos, paternalismos, chupinismos e males do gênero.
Nas nossas 3 vereanças não usamos veículo público nem a estrutura para assistência ou assistencialismo social. E ajuda que fizemos foi com nossos recursos, e deixávamos bem claro que era como cidadão, ato humanitário de CIDADANIA, gratidão por confiança e apoio recebido.
Na atividade advocatícia que em Pinhão já é de mais de 45 anos, muitas questões foram resolvidos de forma pragmática, por transação, acordos, inclusive questões da área de família, evitando estresses de demandas judiciais. Constatamos que praticamente. Cem (100) 0% de casais que se separam e não resolvem suas pendências de pensão, regulamentação de direito de visita de filhos e partilha de bens, por documento escrito, mais dia menos dia se atritam, dá B.O., como se diz, medida protetiva da Lei Maria da Penha, com potencial até de feminicídio quando principalmente o homem não quer perder a companheira, como se fosse um dono, e resquício de machismo inaceitável, abominável como uns até matando e depois se matando.
Tenho que o escrito e assinado é de relevância, e em nossos pareceres que emitimos como advogado da Câmara Municipal de Pinhão, há 18 anos, temos o hábito de fazer contextualizações históricas e de fatos políticos, em que se compartilha experiência e conhecimento da história de Pinhão, desde que virou Município.
Já fizemos várias abordagens sobre a importância dos escritos, entre outras em março/2000, 27/7/2020, 4/1/2021, 27/03/2023, no Jornal Fatos do Iguaçu.
Tem gente que não está nem aí com leis, documentos, escritos, com o que disse, com o que prometeu, mas não é bom para ninguém se nivelar por baixo, e escritos e o assinado em baixo, na filosofia, princípios e valores que defendemos, um tanto da filosofia estoica, são de relevância e valem como documento.
Francisco Carlos Caldas, advogado, CIDADÃO e municipalista)
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