Fotos: Arquivo/Pessoal
A PEDIDO
Havia um tempo em que as estradas do interior eram mais poeira do que asfalto, e a vida era guiada pela honestidade, pelo trabalho duro e pelos valores simples. Foi nesse cenário que nasceu uma história que atravessou gerações — a história de um carro que nunca foi apenas um automóvel: o Del Rey 1982 Série Ouro.
O homem que começou tudo: Antônio Machado de Jesus

Antônio Machado de Jesus, carinhosamente conhecido como Cuitelo, era um trabalhador incansável, honesto e completamente apaixonado pela família. Ao lado de sua companheira, Dalvina de Jesus, ele construiu uma vida marcada pela simplicidade e dedicação. O amor por carros antigos fazia parte de sua alma, e cada veículo que passava por suas mãos carregava um significado profundo.
A compra do Del Rey e as memórias na estrada
Quando o Sr. Antônio adquiriu o Del Rey Série Ouro, ele não comprou apenas um bem, ele realizou um grande sonho. O clássico da Ford acompanhou o casal por estradas de chão, viagens em família e momentos que ficaram para sempre guardados na memória. O Del Rey tornou-se, oficialmente, um membro da família.
A despedida necessária
O tempo passou e, com ele, vieram as dificuldades para dirigir. Com o coração apertado, o Sr. Antônio tomou a difícil decisão de vender o veículo. A separação foi dolorosa, mas necessária. O Del Rey partiu para outras paragens, mas a sua lembrança permaneceu viva no peito de cada familiar.
O reencontro e o retorno pelas mãos do neto

Anos depois, o destino tratou de agir. Jaciel Juliano Gomes, nascido em Pinhão e hoje morador de Santa Catarina, nunca esqueceu o carro do avô. Movido pela saudade e determinado a preservar a memória de Antônio Machado de Jesus, Jaciel foi atrás do veículo, o reencontrou e iniciou um processo minucioso de restauração. Cada detalhe refeito era uma lembrança que ganhava vida novamente.

Junho de 2026: Um novo capítulo começa!

Agora, a partir deste mês de junho de 2026, o Del Rey 1982 Série Ouro começa oficialmente sua nova fase, rodando pelas terras de Santa Catarina.
”Não é apenas um carro restaurado”, relata Jaciel, emocionado. “É a prova de que tudo o que é construído com amor atravessa o tempo e renasce quando encontra novas mãos dispostas a continuar a história.”
O legado do Sr. Cuitelo continua vivo, brilhando no asfalto e provando que as relíquias mais valiosas da vida não são feitas de metal, mas sim de amor e saudade. Porque o que é feito com amor nunca se perde — renasce!
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