Francisco Carlos Caldas

Temos eu diria uma ótima saúde, mas nos últimos tempos estamos enfrentando problemas  auditivos, que uso de aparelho só vem atenuando um pouquinho a problemática.

Depois de muitos exames alguns dos quais no Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia-IPO, o diagnóstico de médico do Instituto de Audição e do Equilíbrio, do Hospital IPO da Capital, foi: Hipoacusia NS – auto-imune e + hidropsia, que tem alguma coisa a ver com a chamada Síndrome de Ménière. O nome do problema é assustador, e meio que dá um nó nos neurônios da gente, mas o enfrentamento é com comprimidos de Labirin, e uma dieta alimentar rigorosa, exe rcícios físicos aeróbicos 3 a 4 vezes por semana regularmente, e evitar estresse, de todos este último é o mais desafiador. Tudo em um novo ciclo, para tentar evitar  o risco de surdez total como o ocorrido com Ludwig van Beethoven, talentoso compositor e pianista alemão que viveu nos anos de 1770-1827, autor de pérolas como 9ª., 5ª.; Sinfonia, Sonata ao Luar, e que faleceu aos 57 anos de idade.

Diante desse contexto, alguns parentes e amigos aconselham se aposentar da advocacia, aproveitar  melhor o tempo e a vida, e daí o foco desta reflexão.

O que é aproveitar melhor o tempo e a vida?

Na atividade laboral, e fora os tempos de criança e adolescência em que a gente também era útil e ajudava nas coisas, estamos na peleia desde outubro/1975 (há mais de 50 anos), quando iniciamos trabalho na saudosa Rede Ferroviária Federal/RFFSA, e apesar dos problemas auditivos ainda não estamos preparado para: inatividade, ainda que exista o chamado ócio construtivo de Domenico De Masi, sociólogo italiano que viveu nos anos de 1938-2023,  que é  integração entre trabalho, estudo e lazer, onde o descanso é usado para estimular a criatividade e a produtividade. Diferente da preguiça, ele propõe pausas ativas (leitura, hobbies, convívio familiar) para reorganizar o pensamento, resultando em soluções inovadoras, menor estresse e maior equilíbrio mental.

Para nós o aproveitar o tempo e a vida, é fazer o que estamos fazendo, só que vamos deixar de lado, evitar ao máximo estressantes demandas judiciais e formalismos exacerbados que estão  se agravando, em que princípios como de pragmatismo, economicidade, bom senso, eficácia, eficiência, justiça  e outros do gênero não estão mais  prevalecendo.

Nessa nova caminhada, fizemos uma nova escala de preocupações, prioridades e motivações de vida, por ordem numérica decrescente:  1 – este próprio ser; 2 – neta; 3. – filhos; 4 – esposa; 5 – escritório; 6 – Câmara de Vereadores em que estamos servidor desde 9/6/2008; 7 – imóveis urbanos; 8 – imóvel Dois Pinheiros; 9 – área de familiares em Butiá, Reserva do Iguaçu; 10 – parentes e vida social; 11 – Cidadania e 12- política.

Para uns aproveitar bem o tempo e a vida, é: viajar, aventuras, lazer, riqueza, luxo, ostentação, mordomias, privilégios, beberranças, orgias, vida desregrada. Para nós entre outras coisas: ser  LIVRE,  ter saúde, rotina, rituais, simplicidade, natureza, escrever, ler, ordem, organização, disciplina, estar em dia com obrigações/deveres, respeitar e ser respeitado, ético, virtuoso, útil, consideração, ajuda e ócio construtivo,  consciência tranquila.

(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

 

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