Larissa Zimpel, advogada e educadora | Foto: reprodução transmissão ao vivo

Por Nara Coelho – TV Fatos

A TV Fatos esteve na tarde desta segunda-feira (18) na Faculdade Censupeg – Polo Pinhão e conversou com a  advogada e educadora Larissa Zimpel, sobre as alterações no Ensino a Distância (EAD) que passam a valer a partir do dia 15 de setembro, conforme o Decreto nº 12.456/2025 do Ministério da Educação (MEC).

Cursos que Deixarão de Ser Ofertados no EAD

Entre as principais mudanças, está a proibição da oferta de alguns cursos na modalidade a distância ou semipresencial. A partir do novo decreto, os cursos de Medicina, Psicologia, Enfermagem e Direito só poderão ser ofertados 100% presencialmente.

O Modelo Semipresencial

Outra novidade é a criação da modalidade semipresencial. Nesse formato, parte do curso será obrigatoriamente presencial nos polos e parte continuará a ser feita a distância.

  • Cursos de licenciatura e da área de saúde deverão ter entre 20% e 30% de carga presencial;

  • Os demais poderão manter até 50% a distância, mas com provas e atividades realizadas nos polos, em sala de aula ou laboratórios.

Segundo Larissa Zimpel, essa mudança busca elevar a qualidade da educação, exigindo maior participação dos alunos em atividades presenciais, estágios supervisionados e aulas síncronas (ao vivo e em tempo real, mesmo que de forma remota).

Estrutura e Preparação da Censupeg

A diretora destacou que o Polo de Pinhão já está preparado para atender às novas exigências. A unidade conta com prédio de três andares, salas de aula, laboratório de informática, auditório e espaço exclusivo para a direção.
“Já vínhamos aplicando práticas presenciais e estágios obrigatórios, principalmente em cursos de licenciatura e saúde. Portanto, não teremos dificuldades para atender ao novo marco regulatório”, afirmou Zimpel.

Democratização e Custos

Larissa também ponderou que as mudanças podem impactar na democratização do acesso ao ensino superior, já que exigem mais investimentos em estrutura e contratação de profissionais. Isso pode refletir em custos mais altos para as instituições e alunos.
“É um cuidado que teremos de ter, mas esperamos que o governo ofereça incentivos e bolsas para que ninguém perca o acesso à educação”, destacou.

Direitos Garantidos e Prazo de Transição

A advogada tranquilizou os alunos que já estão matriculados, garantindo que há direito adquirido: quem ingressou no modelo anterior poderá concluir o curso no mesmo formato contratado.
Já os novos estudantes terão até o dia 15 de setembro de 2025 para garantir matrícula no modelo antigo. Após essa data, passam a valer integralmente as novas regras.

O MEC estabeleceu ainda um prazo de dois anos para que todas as instituições de ensino se adequem ao novo decreto.

Assista a reportagem completa em vídeo com a entrevista:

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