Segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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TRIPÉS/TRILOGIA NO LUGAR DE DUALISMO

Retrato de Francisco Carlos Caldas, colunista do Portal Fatos do Iguaçu, usando camisa azul e suéter escuro, diante de fundo claro.

“Verdades são como peidos. Quando você solta, afasta muita gente” (Anônimo).

Era ainda criança com 10 anos, quando foi criado no Brasil  uma espécie de dualismo (bem e mal): ARENA E MDB, pelo Ato Institucional-AI-2, de outubro/1965. E assim iniciou a nossa formação política, e desde essa época tendo militância no MDB e até os dias de hoje (há 61 anos).

            Partidos políticos deveriam ser como famílias, se ter tolerância com as diferenças/diferentes, mas o mais unido/próximo por: afeição/laços, ideias e interesses do bem comum.

            Nos EUA a política gira em torno de democratas e republicanos.

            É complicado as coisas se encaixarem em dualismo, daí sermos defensor de na política pelo menos se ter uma trilogia, tripés,  uma opção mais, e as coisas não caírem em: direita e esquerda, extrema direita e extrema esquerda, bolsonaristas e lulistas, mas se ter no mínimo uma terceira via inclusive doutrinariamente focada no EQUILÍBRIO, da expressão latina “In médio stat virtus”, ou seja, de que a virtude está no meio. Essa ideia nada a ver com o famigerado CENTRÃO, que causa grandes males,  desperdícios e lambanças ao País, inclusive com emendas parlamentares e busca de perpetuação no poder. E em função disso que sempre rebatemos quem nos rotulava de radical, e é de nossa cria o pensamento: “É injusto rotular de radical, que só é intransigente no campo dos princípios.”

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            Nessa linha filosófica, para Presidência, torcemos por Tancredo Neves na eleição indireta para Presidente em  15/01/1985, votamos em Ulysses Guimarães na  época atacado como velho gagá, e que morreu em 12/10/1992 num acidente aéreo no oceano e que depois virou quase herói e Referência Nacional; votamos em Collor na onda e enganação de ser “caçador de marajás”,  por duas vezes em Fernando Henrique Cardoso-FHC, José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Henrique Meirelles e Simone Tebet  os dois últimos candidatos pelo MDB, Romeu Zema em 2026, e em três últimos segundos turno, votamos nos Bolsonaros, e esses últimos posicionamentos por sermos contra anular voto, votar em branco, abstenção, e se não tiver melhor opção, votar naquele que você na sua idiossincrasia entenda como o melhor ou o menos pior.

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            A nível Estadual fomos em 1965 com 10 anos cabinho eleitoral de Bento Munhoz da Rocha Neto; depois votante em: José Richa, Álvaro Dias, Roberto Requião, Ratinho Júnior, Sérgio Moro.

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            A nível Municipal, nossos votos foram em: Dario Alves Ribeiro, Darci Brolini (3 vezes), Airton Ribas Caldas, Dr. João Maria Mendes de Lima,  nós mesmo em 1992, Osvaldo Lupepsa/Deco (2 vezes), Francisco Dellê em 2004, Dirceu de Oliveira (2012), Odir Antonio Gotardo (2 vezes, 2016 e 2020) e por último Letícia Martins.

            Na próxima eleição municipal, queremos e sonhamos votar independentemente de Partido, preferencialmente em uma MULHER, e/ou um alguém que mais se aproxime da filosofia estóica e qualificativos que extraímos do Livro “Meditações”, pág. 9, ed.  2025, Camelot-SP, obra de Marco Aurélio, filósofo e imperador romano que viveu nos anos de 123 a 180 da nossa Era, e que reproduzimos na crônica nº. 855, de 10/07/26 do Jornal digital “Fatos do Iguaçu”: “Hábitos moderados, doçura no trato, piedade, ausência de ideias maldosas, simplicidade, resistência, iniciativa, discrição, desprezo a futilidades e a superstições, franqueza, amor à Filosofia, bom caráter, capacidade de perdão e reconciliação, liberdade de espírito, firmeza, bom ânimo, paciência, benevolência, solicitude, humildade, domínio de cólera e das paixões, cultura sem pedantismo, discernimento, atenção aos amigos e amor aos mestres, amor à verdade e à justiça, generosidade, cordialidade, amor ao trabalho, brandura, modéstia, parcimônia em gastos, não gostar de bajulações nem buscar reconhecimento, sobriedade, energia, reflexão”.

            Nessas caminhadas já fomos rotulados, atacados de: radical, fascista, de ultrapassado, político jurássico, de ideias de jerico, de não defender direitos do funcionalismo municipal, por combater: privilégios, mordomias, gratificações, horas extras e pagamento de cursos e diárias meio que só para inchar salários de apaniguados, de corporação, fantasmices; alvo de tentativa de apelido pejorativo, de males e injustiças do gênero.

            Um clamor  e verdade final: polarização, tudo ou nada, 8 ou 80, o vale tudo, não estão com nada e precisam ser ao menos objeto de profundas reflexões e racionalmente  atenuados.

(Francisco Carlos Caldas, advogado, MUNICIPALISTA e CIDADÃO)   

Editoria Francisco Carlos Caldas
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