“Verdades são como peidos. Quando você solta, afasta muita gente” (Anônimo).
Era ainda criança com 10 anos, quando foi criado no Brasil uma espécie de dualismo (bem e mal): ARENA E MDB, pelo Ato Institucional-AI-2, de outubro/1965. E assim iniciou a nossa formação política, e desde essa época tendo militância no MDB e até os dias de hoje (há 61 anos).
Partidos políticos deveriam ser como famílias, se ter tolerância com as diferenças/diferentes, mas o mais unido/próximo por: afeição/laços, ideias e interesses do bem comum.
Nos EUA a política gira em torno de democratas e republicanos.
É complicado as coisas se encaixarem em dualismo, daí sermos defensor de na política pelo menos se ter uma trilogia, tripés, uma opção mais, e as coisas não caírem em: direita e esquerda, extrema direita e extrema esquerda, bolsonaristas e lulistas, mas se ter no mínimo uma terceira via inclusive doutrinariamente focada no EQUILÍBRIO, da expressão latina “In médio stat virtus”, ou seja, de que a virtude está no meio. Essa ideia nada a ver com o famigerado CENTRÃO, que causa grandes males, desperdícios e lambanças ao País, inclusive com emendas parlamentares e busca de perpetuação no poder. E em função disso que sempre rebatemos quem nos rotulava de radical, e é de nossa cria o pensamento: “É injusto rotular de radical, que só é intransigente no campo dos princípios.”
Nessa linha filosófica, para Presidência, torcemos por Tancredo Neves na eleição indireta para Presidente em 15/01/1985, votamos em Ulysses Guimarães na época atacado como velho gagá, e que morreu em 12/10/1992 num acidente aéreo no oceano e que depois virou quase herói e Referência Nacional; votamos em Collor na onda e enganação de ser “caçador de marajás”, por duas vezes em Fernando Henrique Cardoso-FHC, José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Henrique Meirelles e Simone Tebet os dois últimos candidatos pelo MDB, Romeu Zema em 2026, e em três últimos segundos turno, votamos nos Bolsonaros, e esses últimos posicionamentos por sermos contra anular voto, votar em branco, abstenção, e se não tiver melhor opção, votar naquele que você na sua idiossincrasia entenda como o melhor ou o menos pior.
A nível Estadual fomos em 1965 com 10 anos cabinho eleitoral de Bento Munhoz da Rocha Neto; depois votante em: José Richa, Álvaro Dias, Roberto Requião, Ratinho Júnior, Sérgio Moro.
A nível Municipal, nossos votos foram em: Dario Alves Ribeiro, Darci Brolini (3 vezes), Airton Ribas Caldas, Dr. João Maria Mendes de Lima, nós mesmo em 1992, Osvaldo Lupepsa/Deco (2 vezes), Francisco Dellê em 2004, Dirceu de Oliveira (2012), Odir Antonio Gotardo (2 vezes, 2016 e 2020) e por último Letícia Martins.
Na próxima eleição municipal, queremos e sonhamos votar independentemente de Partido, preferencialmente em uma MULHER, e/ou um alguém que mais se aproxime da filosofia estóica e qualificativos que extraímos do Livro “Meditações”, pág. 9, ed. 2025, Camelot-SP, obra de Marco Aurélio, filósofo e imperador romano que viveu nos anos de 123 a 180 da nossa Era, e que reproduzimos na crônica nº. 855, de 10/07/26 do Jornal digital “Fatos do Iguaçu”: “Hábitos moderados, doçura no trato, piedade, ausência de ideias maldosas, simplicidade, resistência, iniciativa, discrição, desprezo a futilidades e a superstições, franqueza, amor à Filosofia, bom caráter, capacidade de perdão e reconciliação, liberdade de espírito, firmeza, bom ânimo, paciência, benevolência, solicitude, humildade, domínio de cólera e das paixões, cultura sem pedantismo, discernimento, atenção aos amigos e amor aos mestres, amor à verdade e à justiça, generosidade, cordialidade, amor ao trabalho, brandura, modéstia, parcimônia em gastos, não gostar de bajulações nem buscar reconhecimento, sobriedade, energia, reflexão”.
Nessas caminhadas já fomos rotulados, atacados de: radical, fascista, de ultrapassado, político jurássico, de ideias de jerico, de não defender direitos do funcionalismo municipal, por combater: privilégios, mordomias, gratificações, horas extras e pagamento de cursos e diárias meio que só para inchar salários de apaniguados, de corporação, fantasmices; alvo de tentativa de apelido pejorativo, de males e injustiças do gênero.
Um clamor e verdade final: polarização, tudo ou nada, 8 ou 80, o vale tudo, não estão com nada e precisam ser ao menos objeto de profundas reflexões e racionalmente atenuados.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, MUNICIPALISTA e CIDADÃO)









