Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Presidente do COMDER denuncia suspensão de transporte e cobra respeito ao Conselho Rural de Pinhão

Na Tribuna Livre da Câmara, Francisco Santos Oliveira classificou a interrupção do serviço como “retaliação política”, rebateu críticas de vereadores e informou que uma alternativa para o transporte dos conselheiros está sendo encaminhada

Francisco Santos Oliveira, presidente do COMDER de Pinhão, fala ao microfone durante o uso da Tribuna Livre na Câmara Municipal, com intérprete de Libras no canto superior direito.

Presidente do COMDER, Francisco Santos Oliveira, utiliza a Tribuna Livre para cobrar a retomada do transporte dos conselheiros e rebater declarações sobre discussão na Secretaria de Agricultura. (Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Pinhão)

O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Pinhão (COMDER), Francisco Santos Oliveira, utilizou a Tribuna Livre da Câmara Municipal para denunciar a suspensão do transporte destinado aos representantes das comunidades rurais que participam das reuniões do órgão. Durante o pronunciamento, ele também rebateu declarações feitas anteriormente por vereadores sobre uma discussão ocorrida na Secretaria Municipal de Educação.

Francisco afirmou representar 41 entidades integrantes do Conselho e sustentou que a administração municipal deve garantir as condições necessárias para o funcionamento do COMDER. Segundo ele, essa obrigação estaria prevista na legislação municipal que regulamenta o órgão.

O presidente relatou que, após a eleição da atual diretoria, o transporte que anteriormente levava os conselheiros às reuniões realizadas no interior deixou de ser disponibilizado. Para Francisco, a interrupção teria motivação política.

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Foi, sim, um boicote político, foi uma perseguição política

 Francisco Santos Oliveira

As afirmações representam a versão apresentada pelo presidente do COMDER durante a sessão. No pronunciamento, ele disse não saber de quem teria partido a determinação para suspender o serviço.

Conselheiros teriam ficado esperando transporte

Francisco citou como exemplo uma reunião realizada na comunidade de Taquaras. Conforme seu relato, 15 delegados teriam permanecido em frente à Secretaria de Agricultura aguardando um transporte que não foi disponibilizado.

Diante da situação, o presidente afirmou que precisou buscar caronas com outros integrantes do Conselho para que os representantes conseguissem chegar ao encontro. A reunião, segundo ele, foi realizada com atraso, mas teve resultado positivo.

Francisco também disse possuir ofícios e outros documentos relacionados aos pedidos de transporte. De acordo com o presidente, os integrantes do COMDER desenvolvem um trabalho voluntário e alguns passaram a utilizar recursos próprios para participar das atividades.

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“Ninguém defende seu interesse pessoal. Os companheiros estão tirando dinheiro do bolso para frequentar as reuniões”, afirmou.

Ele lembrou que as reuniões do Conselho, anteriormente mensais, passaram a ocorrer a cada dois meses, conforme a regulamentação adotada pela atual diretoria.

Eleição do Conselho também foi alvo de críticas

Ao reconstruir os acontecimentos, Francisco mencionou a eleição da atual diretoria do COMDER, realizada no Parque Coronel Lustosa. Embora tenha classificado o processo como democrático, ele alegou que houve desequilíbrio na programação e no espaço concedido às chapas concorrentes.

Segundo o presidente, a previsão inicial era de que o encontro fosse destinado apenas à votação. Entretanto, teriam sido incluídos café, almoço e palestras. Francisco alegou ainda que sua concorrente teria utilizado a palavra por aproximadamente duas horas, enquanto ele falou por cerca de dez minutos.

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Ele também afirmou que teriam sido feitas promessas envolvendo equipamentos e serviços às associações durante o processo eleitoral. Apesar das críticas, informou que sua chapa não apresentou recurso contra o resultado porque venceu a disputa com o apoio da maioria das entidades participantes.

Discussão na Secretaria de Educação

Outro ponto do pronunciamento foi a discussão ocorrida quando Francisco procurou a Secretaria de Educação para protocolar um novo pedido de transporte.

O presidente reconheceu que houve uma conversa acalorada, mas negou ter agredido ou desrespeitado  a secretária. Segundo ele, fala naturalmente em tom elevado e costuma gesticular durante as conversas.

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Francisco declarou que, diante da negativa, pediu apenas que o documento fosse protocolado para que pudesse buscar os meios legais de assegurar o transporte.

Houve, sim, uma discussão acalorada. Me prove onde está a agressão que eu cometi à secretária

Francisco Santos Oliveira

O presidente direcionou parte de sua manifestação aos vereadores  Jair Gonçalves o Jair Taquara, Solange Adronski e Aroldo Antunes Domingues, que, segundo ele, teriam mencionado o episódio anteriormente. Francisco afirmou que os parlamentares deveriam tê-lo procurado para conhecer sua versão antes de se manifestarem.

Apesar das críticas, disse não possuir qualquer problema pessoal com os vereadores e declarou permanecer aberto ao diálogo.

Alternativa por quilômetro rodado

Durante o pronunciamento, Francisco informou que, no mesmo dia, manteve uma conversa considerada positiva com o secretário municipal de Agricultura. Segundo ele, foi encaminhada a possibilidade de contratação de transporte por quilômetro rodado.

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A alternativa deverá atender não apenas às reuniões do COMDER, mas também às visitas técnicas que o Conselho pretende organizar para pequenos produtores rurais.

Francisco ressaltou ainda que tem realizado deslocamentos, inclusive até Foz do Iguaçu, com recursos próprios, para representar o Conselho e buscar parcerias e investimentos. Entre as instituições mencionadas está a Itaipu Binacional.

Conselho prepara atualização do plano municipal

Além da controvérsia envolvendo o transporte, o presidente informou que o COMDER concluiu um diagnóstico com a participação das entidades representadas. O levantamento deverá servir como base para a atualização do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural.

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Francisco defendeu que o documento seja tratado como um planejamento permanente para Pinhão, independentemente de quem esteja à frente da Prefeitura.

“Não é um plano para esse prefeito. É um plano para o município de Pinhão, para que seja cumprido”, ressaltou.

Ele também lamentou o veto a um projeto relacionado à área ambiental, cuja defesa já havia motivado uma participação anterior sua na Tribuna Livre. Para Francisco, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente deve atuar na gestão dos recursos naturais em benefício das comunidades rurais e de toda a população.

Cobrança por respeito institucional

Na parte final do pronunciamento, Francisco afirmou que continuará defendendo a autonomia e o funcionamento do COMDER. Ele também reivindicou que os vereadores restabeleçam, segundo sua avaliação, a verdade sobre o episódio ocorrido na Secretaria de Edeucação.

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O presidente destacou sua trajetória em movimentos comunitários, sindicais, pastorais e sociais e declarou que sua atuação no Conselho não está vinculada à defesa de interesses partidários ou pessoais.

Eu represento as 41 entidades, fui eleito democraticamente e, cada vez que eu entrar em um espaço público, vou reivindicar o interesse público coletivo

Francisco Santos Oliveira

As acusações de retaliação política e as demais declarações reproduzidas na reportagem são de responsabilidade do presidente do COMDER e foram feitas publicamente na Tribuna Livre. O espaço permanece aberto à Prefeitura de Pinhão, à Secretaria Municipal de Educação, à secretária citada e aos vereadores mencionados para eventuais esclarecimentos ou manifestações.

Editoria Política
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