A Prefeitura de Reserva do Iguaçu anunciou que não realizará as festividades previstas para 2026. Conforme comunicado divulgado nas redes sociais, a decisão foi motivada pela queda na arrecadação municipal e pela necessidade de manter o equilíbrio das contas públicas.
Segundo a Administração Municipal, Reserva do Iguaçu terá, neste ano, um impacto superior a R$ 2,4 milhões com o pagamento de precatórios — dívidas do poder público reconhecidas por decisão judicial. Os valores deverão ser quitados até 31 de dezembro e, de acordo com a Prefeitura, representam uma despesa significativa para os cofres municipais.
A gestão afirmou que a medida também considera o compromisso com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Diante do atual cenário, a prioridade será assegurar a continuidade e a qualidade dos serviços essenciais, além de manter em dia os compromissos financeiros do Município.
Decisão ocorre no ano do aniversário de 30 anos
A suspensão das festividades ocorre justamente no ano em que Reserva do Iguaçu celebra três décadas de emancipação política. No comunicado, a Prefeitura reconheceu a importância das comemorações para a população e destacou que a decisão não foi fácil.
“Administrar recursos públicos exige responsabilidade, planejamento e, acima de tudo, respeito ao dinheiro da população”, afirmou a Administração Municipal.
Ainda conforme o comunicado, a medida foi adotada para preservar o equilíbrio financeiro e garantir a continuidade dos serviços públicos. A gestão agradeceu a compreensão dos moradores.
A publicação, entretanto, não detalha quais eventos estavam programados, quanto seria investido nas comemorações, qual foi o percentual da queda na arrecadação nem a origem dos precatórios que deverão ser pagos em 2026.
Decisão repercute nas redes sociais
Nos comentários da publicação, moradores manifestaram apoio à decisão anunciada pelo prefeito Vitório Antunes de Paula.
Edy S. Sell classificou a medida como um exemplo de responsabilidade fiscal e afirmou que a decisão demonstra preocupação com o bem-estar da população. “Sábia decisão”, escreveu.
Roselia de Oliveira Santos Santos também elogiou a iniciativa, definindo-a como uma decisão de uma gestão comprometida com os moradores e capaz de colocar os interesses da população acima das questões políticas.
Rodrigo Antônio Noro defendeu maior responsabilidade na utilização dos recursos públicos e comentou: “Chega de festa, precisa ter responsabilidade”.
Marilde Amaral Lima considerou a medida uma atitude responsável na administração do dinheiro público. Erondi de Oliveira Soares também apoiou o cancelamento e ressaltou que, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios, as festas devem ser tratadas como secundárias, enquanto saúde e educação precisam permanecer entre as prioridades.
As manifestações mencionadas representam alguns dos comentários publicados e não constituem um levantamento de opinião da população de Reserva do Iguaçu.
Com informações da Prefeitura Municipal de Reserva do Iguaçu.








