A Operação Pitanga, realizada nesta quinta-feira (8 de outubro), resultou na apreensão de sete armas de fogo, drogas e objetos relacionados a furtos, segundo balanço parcial apresentado pelas polícias Civil e Militar em entrevista coletiva. As autoridades também informaram que três homens e uma mulher morreram em dois confrontos com policiais militares durante o cumprimento de mandados.
A ação teve como principal objetivo combater o tráfico de drogas em Pitanga e alcançar investigados em outros três municípios. Conforme os responsáveis pela operação, o trabalho começou no início do ano, com o levantamento de pontos de comercialização de entorpecentes e a identificação de pessoas suspeitas de envolvimento nesses crimes.
Investigação reuniu informações de diferentes forças
Segundo o delegado que participou da coletiva, a investigação foi desenvolvida de forma conjunta pelas polícias Civil e Militar. Ao longo do trabalho, também foram incluídos suspeitos de praticar furtos em Pitanga.
O comandante do 16º Batalhão de Polícia Militar explicou que a operação contou com apoio da Polícia Penal e reuniu informações sobre tráfico de drogas, armas, furtos e roubos. Alguns investigados, conforme a polícia, também apresentavam indicativos de envolvimento em homicídios ocorridos no município.
Durante a entrevista, o delegado afirmou que havia suspeitos com vínculos com uma facção criminosa. Segundo ele, informações de inteligência apontavam que alguns dos alvos seriam responsáveis por guardar armas e drogas para o grupo.
Quatro mortes em dois confrontos, segundo a PM
Na coletiva, o comandante do 16º BPM informou que os quatro óbitos ocorreram em dois confrontos armados. Esse número atualiza a nota inicial divulgada pela Comunicação Social do batalhão às 6h22, que mencionava três confrontos.
De acordo com a versão apresentada pela PM, houve resistência à ação policial. O comandante afirmou que foram apreendidas armas nos dois locais e que havia mandados de prisão ou de busca e apreensão relacionados às pessoas ou aos endereços envolvidos.
O delegado acrescentou que dois dos envolvidos nos confrontos utilizavam tornozeleiras eletrônicas. As identidades dos mortos e os detalhes sobre a dinâmica de cada episódio não foram apresentados na transcrição da coletiva.
Armas, drogas e objetos recuperados
O balanço parcial apontou a apreensão de sete armas de fogo, além de cocaína, maconha e crack. As quantidades de entorpecentes ainda estavam sendo contabilizadas no momento da entrevista.
Segundo a polícia, também foram recuperados objetos furtados e apreendidos equipamentos de vigilância em dois endereços. Conforme o comandante, as câmeras eram utilizadas para acompanhar a circulação e a presença de equipes policiais.
O delegado informou ainda que uma pessoa presa com arma de fogo utilizava tornozeleira eletrônica após progressão de regime. O número total de presos não foi detalhado na coletiva.
Mais de 170 policiais mobilizados
Conforme o balanço apresentado durante a entrevista, a operação mobilizou mais de 170 policiais militares e civis, mais de 50 viaturas e oito equipes com cães farejadores.
Dois helicópteros estavam previstos para apoiar a ação, mas não puderam realizar os sobrevoos em razão das condições do tempo, segundo o comandante.
O delegado mencionou 40 mandados de busca e afirmou que, entre os mandados previstos na operação, apenas um ainda não havia sido cumprido. As diligências permaneciam em andamento.
Apuração terá continuidade
A Polícia Civil informou que o material recolhido será analisado para aprofundar a investigação e identificar outros envolvidos, incluindo possíveis lideranças.
Segundo o delegado, a operação representa uma etapa do trabalho conjunto das forças de segurança. A análise das provas deverá ajudar a esclarecer a atuação dos investigados e suas funções no grupo.
Com informações da entrevista coletiva das polícias Civil e Militar e da Comunicação Social do 16º BPM.









