Um jovem de 18 anos foi preso na noite de quinta-feira (20), suspeito de furtar 13 tablets de um colégio estadual localizado na Vila Carli, em Guarapuava. Segundo a Polícia Militar, uma criança de 11 anos, aluna da instituição e irmã do suspeito, também teria participado da ação após ser coagida pelo jovem.
A ocorrência foi registrada por volta das 20h26, depois que a diretora recebeu a informação de que duas pessoas haviam pulado o muro do colégio. Ao chegar ao estabelecimento, ela constatou que a janela de uma sala estava quebrada e que diversos tablets haviam sido levados.
As imagens do sistema de monitoramento mostraram uma pessoa de baixa estatura e porte magro, reconhecida pela diretora como uma criança de 11 anos matriculada na instituição. A partir das informações levantadas, os policiais seguiram até o endereço do possível envolvido.
Durante as diligências, a equipe visualizou um homem pulando a janela de uma residência vizinha. Conforme a PM, o suspeito, já conhecido no meio policial por envolvimento em furtos, correu em direção a uma área de mata e inicialmente não foi alcançado.
Criança disse ter sido obrigada pelo irmão
Na residência, os policiais localizaram a criança. Na presença dos pais, ela relatou que teria sido obrigada pelo irmão de 18 anos a acompanhá-lo até o colégio para praticar o furto. Após a ação, os dois teriam retornado para casa e escondido os equipamentos.
Em buscas na residência do jovem, foram encontrados 13 tablets identificados com plaquetas patrimoniais e nomes das turmas do colégio. Pouco depois, outra equipe localizou o suspeito correndo nas proximidades.
Segundo o boletim, o jovem desobedeceu à ordem de abordagem e resistiu à atuação dos policiais, sendo necessário o uso progressivo da força e de técnicas de contenção.
Vestígios de sangue foram encontrados
O suspeito apresentava um ferimento na mão e escoriações no rosto. Ele negou que as lesões estivessem relacionadas ao furto, mas a polícia informou que havia vestígios de sangue no colégio e nos tablets recuperados.
Na residência também foram apreendidos um moletom e um boné com marcas de sangue. De acordo com o relato da criança, as roupas teriam sido utilizadas pelo irmão durante a ação.
Após ser informado da prisão, o jovem foi conduzido à UPA Batel para atendimento médico. Conforme a PM, durante a permanência na unidade, ele teria proferido xingamentos contra profissionais de saúde e ameaçado os policiais, enquanto afirmava ser inocente.
Depois do atendimento, o suspeito foi encaminhado à 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava. A criança também compareceu à delegacia acompanhada dos pais para prestar esclarecimentos. Os tablets recuperados, as roupas e os demais materiais apreendidos foram entregues à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações.
Com informações do 16º BPM








