A Federação PSOL/Rede oficializou apoio à candidatura de Maurício Thadeu de Mello e Silva, o Requião Filho (PDT), ao Governo do Paraná nas eleições de 2026. A convenção estadual também aprovou apoio à candidatura de Gleisi Helena Hoffmann (PT) ao Senado Federal.
As duas decisões foram tomadas por unanimidade durante a convenção realizada no sábado, 25 de julho, na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná (Fetraconspar), em Curitiba.
O encontro homologou ainda 19 candidaturas a deputado federal e 39 a deputado estadual, reunindo nomes do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e da Rede Sustentabilidade. Ao todo, a federação apresentou 58 candidaturas proporcionais no Paraná.
Apoio a Requião Filho
De acordo com a ata, o apoio a Requião Filho passa a representar a posição política oficial da Federação PSOL/Rede na disputa pelo Governo do Estado.
A decisão amplia a base partidária em torno da candidatura do PDT. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, também deliberou, em convenção própria, pelo apoio ao nome de Requião Filho.
Apesar de confirmar a escolha política, a ata da PSOL/Rede não apresenta o nome da futura coligação, não define quem ocupará a vaga de vice-governador e não formaliza toda a composição partidária da aliança.
Essas decisões poderão ser tomadas posteriormente pelas direções estaduais da federação e dos partidos integrantes.
Gleisi recebe apoio para o Senado
Na disputa pelo Senado, os convencionais aprovaram por unanimidade o apoio a Gleisi Hoffmann, do PT.
A ata não apresenta candidatos próprios da PSOL/Rede ao Senado nem define os nomes que ocuparão as suplências na chapa apoiada. O documento, entretanto, indica Aldair Tarcísio Rizzi e Jorge Luiz Bernardi como nomes que poderão participar das chapas majoritárias.
Segundo o texto, os dois ficam disponíveis para eventual composição nas vagas de governador, vice-governador, senador ou suplente. A indicação não significa, por enquanto, que algum deles tenha sido oficialmente escolhido para uma dessas funções.
A definição dependerá das negociações entre as legendas que formarão a aliança majoritária.
Federação terá 19 candidatos a deputado federal
A Federação PSOL/Rede homologou 19 candidaturas à Câmara dos Deputados. A lista reúne 13 homens e seis mulheres.
O PSOL apresentou 13 candidatos, sendo nove homens e quatro mulheres. A Rede Sustentabilidade homologou seis nomes, quatro homens e duas mulheres.
Entre os candidatos do PSOL estão Dr. Sérgio da Saúde, Luci Socoloski, Bets Martins, Braga, Jornalista Tony Kilim, Leandro Dias, Alana Landal, Etiene da Silva, Juvanci, Prof. João Henrique, Frederico Simoni da Silva, Aroldo Santos e Inez.
Pela Rede Sustentabilidade foram homologados Izac Araújo, Pastor Jurandir, Marco Zero, Maycon Roberto, Jornalista Luciana Silva e Vanice Lima.
Como integrantes de uma federação partidária, PSOL e Rede concorrem conjuntamente na eleição proporcional, embora os candidatos mantenham os números vinculados às respectivas legendas: 50 para os filiados ao PSOL e 18 para os filiados à Rede.
Candidatura retirada para cumprimento da cota de gênero
A ata registra que a candidatura de Inisvaldo Lopes Flausino, apresentada pelo PSOL para deputado federal, não foi homologada por falta de vaga e para cumprimento da cota de gênero.
Com a inclusão do nome, a lista do PSOL teria 14 candidaturas, das quais apenas quatro seriam femininas. A participação das mulheres ficaria em aproximadamente 28,6%. Com a retirada, a nominata passou a ter 13 nomes, sendo quatro mulheres, o equivalente a cerca de 30,8%.
O documento não apresenta outra justificativa para a exclusão e não informa se o nome poderá ser aproveitado posteriormente em eventual vaga remanescente.
Chapa estadual reúne 39 candidatos
Para a Assembleia Legislativa do Paraná, a federação homologou 39 candidaturas, sendo 23 masculinas e 16 femininas.
O PSOL apresentou 13 nomes: sete mulheres e seis homens. A lista inclui Professora Angela, Eduardo Fujikawa, Marcia Regina dos Santos, Jean Henrique, Bruna Moreira, Eloy Nhandewa, Anelise Socoloski, Bernna Wanessa, Victor Carteiro, Carlos Mattos, Ana Maria de Carvalho, Vilson Machado Advogado e Elenilza.
A Rede Sustentabilidade homologou 26 candidatos a deputado estadual, dos quais 17 são homens e nove são mulheres. Entre os nomes estão Abel da Associação, Agnaldo Baraldi, Magalhães do Tatuquara, Andrea Greski, Poeta Angela, Toninho da CIC, Raposão da Mega, Claudionor Noga, Clóvis, Mãe Danny, Rabelo Construtor, Eliane Martins, Vieira da Educação, Irene dos Anjos, JM Tavares, Sorvetão, Luiz Rangel, Luciana Saporiti, Maurício Freitas, Mayara Kelly, Mirian Macedo, Roberto Coelho, Matoso, Sidnei Som, Terezinha do Tatuquara e Valdecir dos Santos.
A ata declara que as duas listas estaduais cumprem a cota de gênero. Na soma da federação, as mulheres representam aproximadamente 41% das candidaturas à Assembleia Legislativa.
Direções recebem poderes para alterar as chapas
A convenção concedeu poderes ao presidente estadual da Federação PSOL/Rede, ao presidente estadual do PSOL e ao presidente estadual da Rede Sustentabilidade para conduzirem conjuntamente as negociações políticas.
As direções poderão negociar alianças, assinar documentos e tomar decisões relacionadas às candidaturas ao Governo, à Vice-Governadoria, ao Senado e às suplências.
A Comissão Executiva Estadual também foi autorizada a:
- decidir sobre coligações e alianças;
- incluir, excluir ou substituir candidaturas;
- preencher vagas remanescentes;
- corrigir ou alterar informações da ata;
- solucionar divergências documentais;
- adotar as providências necessárias para regularizar as chapas.
Jorge Luiz Bernardi, presidente da federação no Paraná e responsável pela condução da convenção, foi indicado como representante da PSOL/Rede perante a Justiça Eleitoral.
Ata prevê substituição em caso de abandono de campanha
Um trecho da ata atribui à Comissão Executiva poderes para excluir candidaturas femininas que apresentem “qualquer indício de desistência tácita ou abandono de campanha”, com a possibilidade de substituição por outra candidatura dentro dos prazos permitidos.
O documento não informa critérios objetivos para caracterizar essa desistência tácita. Também não registra que alguma das candidaturas femininas homologadas tenha sido excluída com base nessa previsão.
A cláusula funciona como uma autorização preventiva para que a direção estadual altere a lista caso alguma candidata deixe de participar efetivamente da campanha.
Nove dirigentes participaram da convenção
A lista de presença vinculada à ata contém nove nomes: Agemir Carvalho Dias, Aldair Tarcísio Rizzi, Etiene Bento dos Santos, Gabriel Feltrin Batista, Jorge Luiz Bernardi, Laerson Vidal Matias, Leandro Santos Dias, Luciano Egídio Palagano e Maria Elizabete Lopes Bernardi.
Jorge Luiz Bernardi presidiu os trabalhos, enquanto Leandro Santos Dias atuou como secretário. A reunião começou às 11 horas e foi encerrada ao meio-dia. O documento foi enviado ao sistema eleitoral no domingo, 26 de julho, às 18h06.
Documento apresenta divergências em nomes e números
A análise comparativa entre o texto principal e as fichas estruturadas anexadas à ata revela diferenças que poderão exigir correção antes da conclusão dos registros.
As principais divergências são:
- Andrea aparece no texto como “Andrea Aparecida Resyk Pereira”, com o número 18535. Na ficha final, o nome consta como “Andrea Aparecida Gresyk Pereira”, com o número 18545;
- Valdecir dos Santos aparece com o número 18880 no texto narrativo e com o número 18800 no cadastro estruturado;
- O nome de urna de Agnaldo Baraldi aparece como “Agnaldo Baraldi” no texto, mas o campo correspondente na ficha final foi preenchido apenas com o número “18888”;
- Rubens da Silva Matoso aparece com o nome de urna “Matoso” no texto e “Motoso” na ficha estruturada;
- Daniela Pires dos Santos aparece como “Mãe Danyy” na relação narrativa e “Mãe Danny” no cadastro final;
- Juranir Manoel dos Santos aparece como “Jurandir Manoel dos Santos” na ficha estruturada;
- O nome de urna de Marcia Regina dos Santos aparece no cadastro como “Marcinhadopovvo”, sem separação entre as palavras e com repetição da letra “v”.
As diferenças não permitem concluir, isoladamente, que as candidaturas estejam irregulares. A própria convenção concedeu à direção da federação poderes para retificar informações, substituir candidaturas e promover as adequações necessárias.
As escolhas convencionais ainda precisam ser formalizadas nos pedidos de registro e submetidas à análise da Justiça Eleitoral.








