A caneta do prefeito Valdecir Biasebetti alcançou o período extraordinário de 26 servidores municipais de Pinhão. A Portaria nº 440/2026, de 16 de outubro, cancelou, a partir daquela data, o período extraordinário de quatro horas dos funcionários relacionados no documento.
A medida considera o Memorando nº 294/2026, da Secretaria Municipal de Educação e Cultura. A portaria, porém, não detalha a justificativa do cancelamento, a economia prevista nem como ficará a organização dos serviços. O ato trata do período extraordinário; não determina a demissão dos servidores.
No campo político, uma decisão dessa dimensão pede explicações. O corte atende a uma reorganização das atividades ou à necessidade de reduzir despesas? Haverá alteração no atendimento à população? São questões que o documento deixa em aberto.
Cancelar uma jornada extraordinária pode fazer parte da gestão administrativa. Mas, quando a medida alcança 26 servidores de uma só vez, cabe ao Executivo explicar os motivos e os efeitos práticos. A portaria formaliza a decisão; falta esclarecer à população o que levou a ela.








