Os candidatos que disputaram o Governo do Paraná e as duas vagas do Estado no Senado declararam R$ 6.561.132,88 em despesas contratadas com impulsionamento de conteúdos nas redes sociais durante as Eleições de 2026.
Do valor total registrado, R$ 6.151.132,88 já apareciam como pagos até a atualização consultada pela reportagem. Outros R$ 410 mil estavam contratados, mas ainda não constavam como quitados.
O levantamento foi elaborado pelo Portal Fatos do Iguaçu a partir dos arquivos oficiais de despesas contratadas e pagas disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral. A base financeira utilizada foi gerada em 8 de outubro de 2026, às 4h05.
O que é impulsionamento
Para facilitar a compreensão do eleitor, a reportagem utiliza a expressão “impulsionamento nas redes sociais”. Na prestação de contas, entretanto, o nome técnico adotado pelo TSE é “Despesa com Impulsionamento de Conteúdos”.
O impulsionamento ocorre quando uma campanha paga para ampliar o alcance de uma publicação, anúncio, vídeo ou outro conteúdo em redes sociais e plataformas digitais. Trata-se, portanto, de publicidade paga, diferente das publicações que alcançam os usuários de maneira exclusivamente orgânica.
Senado concentrou a maior parte dos gastos
As campanhas dos nove candidatos ao Senado concentraram aproximadamente 74% dos valores declarados nessa categoria.
Juntas, contrataram R$ 4.858.764,88 em impulsionamento, dos quais R$ 4.658.764,88 já estavam pagos.
Alexandre Curi, do Republicanos, apresentou o maior investimento entre todos os candidatos analisados. A campanha declarou R$ 1,4 milhão, valor que já constava integralmente como pago.
Cristina Graeml, do PSD, aparece em seguida, com R$ 1.163.950, também totalmente pagos. Gleisi, do PT, declarou R$ 1.117.850 contratados, dos quais R$ 917.850 estavam quitados.
Gastos dos candidatos ao Senado
Os valores declarados foram:
Alexandre Curi (Republicanos): R$ 1.400.000 contratados e pagos;
Cristina Graeml (PSD): R$ 1.163.950 contratados e pagos;
Gleisi (PT): R$ 1.117.850 contratados e R$ 917.850 pagos;
Filipe Barros (PL): R$ 660 mil contratados e pagos;
Deltan Dallagnol (Novo): R$ 490 mil contratados e pagos;
Dr. Rosinha (PT): R$ 25 mil contratados e pagos;
Karen Guerreiro (Missão): R$ 1.964,88 contratados e pagos;
Marcelo Marcelino (PCO): nenhum gasto com impulsionamento registrado;
Joaquim do MLB (UP): nenhum gasto com impulsionamento registrado.
Sandro Alex liderou entre os candidatos ao governo
As oito campanhas ao Governo do Paraná declararam, juntas, R$ 1.702.368 em impulsionamento nas redes sociais. Desse total, R$ 1.492.368 já estavam pagos.
Sandro Alex, do PSD, liderou os investimentos entre os candidatos ao Palácio Iguaçu. A campanha declarou R$ 964.850 contratados, com R$ 914.850 já pagos.
Sergio Moro, do PL, aparece na segunda posição, com R$ 470.018 contratados e R$ 310.018 pagos. Requião Filho, do PDT, declarou R$ 240 mil, integralmente quitados.
Gastos dos candidatos ao Governo do Paraná
Os valores informados ao TSE foram:
Sandro Alex (PSD): R$ 964.850 contratados e R$ 914.850 pagos;
Sergio Moro (PL): R$ 470.018 contratados e R$ 310.018 pagos;
Requião Filho (PDT): R$ 240 mil contratados e pagos;
Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza): R$ 16 mil contratados e pagos;
Luiz França (Missão): R$ 10 mil contratados e pagos;
Samuel de Mattos (PSTU): R$ 1.500 contratados e pagos;
Adriano Funileiro (PCO): nenhum gasto com impulsionamento registrado;
Tayná Miessa (UP): nenhum gasto com impulsionamento registrado.
Três campanhas ainda tinham valores pendentes
A comparação entre as despesas contratadas e as despesas efetivamente pagas mostra que três campanhas ainda apresentavam valores pendentes nessa categoria:
Gleisi: R$ 200 mil;
Sergio Moro: R$ 160 mil;
Sandro Alex: R$ 50 mil.
Somadas, as diferenças chegam a R$ 410 mil. Isso não significa necessariamente irregularidade ou atraso. O dado indica apenas que, no momento da geração do arquivo, a despesa havia sido contratada, mas ainda não aparecia na relação de pagamentos efetuados.
Facebook recebeu quase 88% dos valores
A Facebook Serviços Online do Brasil aparece como fornecedora direta de R$ 5.752.282,88, o equivalente a aproximadamente 88% de todo o impulsionamento contratado pelos candidatos analisados.
Outros R$ 791 mil foram registrados em nome da DLocal Brasil Instituição de Pagamento. A empresa atua como intermediadora de pagamentos para serviços digitais. Também aparecem R$ 17.850 destinados à BCA Produção e Distribuição de Filmes.
A presença de intermediadores significa que nem todos os lançamentos permitem identificar diretamente, apenas pelo nome do fornecedor, a rede social ou plataforma na qual o anúncio foi exibido.
Valores ainda podem sofrer alterações
Os dados refletem os lançamentos disponíveis no sistema do TSE na manhã de 8 de outubro. Parte das informações ainda estava vinculada a relatórios financeiros ou prestações parciais.
Os valores poderão sofrer alterações, correções ou complementações até a apresentação e a análise das prestações finais de campanha.
Quando a tabela apresenta R$ 0,00, isso significa que não havia despesa classificada como impulsionamento de conteúdos na base consultada. O dado não abrange outras modalidades de publicidade, como produção de vídeos, contratação de equipes de comunicação, materiais impressos, programas de rádio e televisão ou serviços gerais de marketing.
Os arquivos podem ser consultados no Portal de Dados Abertos do TSE e no sistema Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais.
Nota de transparência: Esta reportagem foi elaborada a partir dos arquivos oficiais de despesas contratadas e despesas pagas das candidaturas do Paraná, disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Os registros foram filtrados por cargo e pela categoria “Despesa com Impulsionamento de Conteúdos”. Foram utilizadas ferramentas de inteligência artificial para leitura, cruzamento, cálculo e organização das informações. O conteúdo foi revisado pela redação do Portal Fatos do Iguaçu.









