Temos constatado em no meio Pinhão, uma proliferação de dispêndios com alugueres, comilanças, festanças e correlatos decorrentes.
Pelo conhecimento que a gente tem de necessidades, e prioridades que deveriam existir, na nossa humilde e desprezível idiossincrasia está havendo excessos na área.
A analogia, paralelo que fazemos é principalmente com os 4 períodos governamentais que estivemos mais ligado aos poderes municipais, as Vereanças nos anos de 1989-1992, 1997-2000, 2013-2016, a como Vice-Prefeito nos anos de 2001-2004, em que só não participamos numa primeira reunião do Prefeito com o Secretariado e outros assessores de primeiro escalão.
O carnavalesco maranhense Joãosinho Trinta (1933-20110 disse uma frase que virou célebre "Quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de luxo". Não comungamos com o que disse, mas o dito, é digno de reflexão, no que diz respeito, a necessidade que todos precisam ter de ser mais racionais em gastos, com maior planejamento, prioridades, simplicidade, foco em coisas essenciais, e contidos supérfluos, consumismos, luxo, ostentações, desperdícios.
Nos períodos governamentais que temos mais conhecimento, aí incluído o período governamental de 1981 a janeiro de 1983, do nosso retorno para a Pinhão, as coisas eram feitas com muita economia, com dificuldades, em que excessos, esbanjações, desperdícios eram combatidos na linha braço firme e pulso forte, eficácia, eficiência, simplicidade e valores do gênero.
Mudanças significativas ocorreram e vem ocorrendo, muitos benefícios e conquistas se efetivam, bem diferente dos tempos em que fomos criança, adolescente e jovem, em que não existia: Sistema Único de Saúde-SUS, merenda escolar, transporte escolar, fornecimento de uniforme, poucos calçados ou gente descalça, em que os menos favorecidos principalmente das áreas rurais, tinham extremas dificuldades até para se alfabetizar, e ajudar pais e pessoas onde paravam para estudar, mas nos parece que é preciso maior contrapartida de beneficiários, pois, os Poderes Públicos dos Municípios, dos Estados e do País, não são vacas ordenhadas no céu para distribuir leite na Terra. Nada cai do céu. Os governos não cedem nada, que antes não tenha retirado de contribuintes, salvo emissão de moeda de caráter inflacionário para cobrir déficits e rombos de desvios, fraudes, corrupção, bandalheira, e males do gênero.
Em função desse contexto todo, é que o tripé acima (ACeF) é digno de ao menos algumas reflexões e um mínimo de ações fiscalizatórias principalmente por Vereadores que em tese são os Fiscais por Excelências das Vidas Municipais, e uma eficaz e eficiente fiscalização ajuda gestores e é pedra no sapato de corruptos e desonestos.
Fundamental em tudo, atos em cima de planejamentos, prioridades, ações em cima de necessidades reais, coisas essenciais, princípios e valores consagrados como positivos e construtivos, e comilanças geram adiposidade e não podemos esquecer que Brasil, 62,6% da população adulta está acima do peso, o que corresponde a cerca de 6 em cada 10 brasileiros.
E o tripé acima, no qual se insere shows, tem um tanto da politicagem do “Pão e Circo” de práticas que tem origem em práticas do antigo império Romano, e também nos Municípios há onda de gastanças com shows, de valores em alguns locais incompatíveis, com a situação financeira e outras necessidades e prioridades existentes.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO)








