NOTAS DUM DIÁRIO SEM CAPA E SEM DATA – Página I

[1] “Você fez nada mais, nada menos, que a sua obrigação”. Quem hoje ousa dizer isso para um jovem mimado ou para uma criança birrenta que, por milagre ou por acaso, fez bem feito aquilo que seria apenas o seu dever? Quem? Pois é.

[2] Dever duma vida não é aquilo que amamos fazer, nem algo que livremente escolhemos. Dever é aquilo que, gostemos ou não, somente nós podemos realizar e, por essa razão, isso torna-se uma obrigação existencial. O nosso papel perante Deus, frente à vida e diante daqueles que nos são próximos.

[3] Deus habita o coração de todos nós. Inclusive o coração dos ateus, dos agnósticos, niilistas e pagãos empedernidos, porque Deus é a Verdade sobre tudo, sobre todos e, principalmente, sobre nós mesmos. O “x” da questão é sabermos se o tratamos como nosso amigo ou como nosso grande inimigo, se amamos a Verdade que está em nós ou se nos deleitamos numa orgia com a mentira que vergonhosamente cultivamos sobre tudo, a respeito de todos e, principalmente, a nosso respeito.

[4] Cristo é a verdade. Marx não.

[5] Nosso Senhor Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Karl Marx, por sua deixa, até diz uma e outra verdade pequenina em meio a um monte de mentiras que, por isso mesmo, acaba por negar o Caminho para a Verdadeira Vida.

[6] Toda e qualquer ideologia tem o intento de, com o tempo, tomar o lugar do conhecimento da verdade, da compreensão da realidade. Tal substituição mata a consciência individual e, consequentemente, reduz o sujeito a um reles autômato militante que responde caninamente aos estímulos pré-formatados do seu grupo, de seu partido, de sua (in)consciência coletiva.

[7] Fica a dica: leia de tudo procurando ser fiel a realidade e honesto diante da verdade. Ponto. Simples assim. Agora se você lê apenas o que se enquadra direitinho em seu cubículo ideológico, com o perdão da palavra, você estará agindo feito um abestado ideologicamente condicionado. Só isso.

Por mais que você insista em dizer para os outros e para si mesmo que é, como se diz, uma “pessoa crítica”, você, goste ou não disso, não passará dum bichinho de estimação duma (in)consciência coletivista qualquer.

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