Foto: Arquivo/Fatos do Iguaçu

Redação Portal Fatos do Iguaçu com MPPR


O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Pinhão, emitiu uma recomendação administrativa urgente ao Poder Executivo Municipal. A medida visa a correção imediata de irregularidades no pagamento de funções gratificadas aos servidores públicos municipais, que estariam sendo realizados em desacordo com a legislação vigente.

A Investigação e as Irregularidades

A recomendação é fruto de uma apuração conduzida pelo Promotor de Justiça João Luiz Marques Filho. De acordo com o Ministério Público, constatou-se que gratificações vêm sendo pagas sem que as funções e suas respectivas atribuições tenham sido criadas por lei formal.

Um dos pontos mais críticos apontados pela Promotoria é o conflito de atribuições: em diversos casos, as tarefas descritas para justificar a gratificação se confundem com as funções que o servidor já deveria exercer em seu cargo efetivo.

Áudio do Promotor de Justiça João Luiz Marques Filho

Determinações do Ministério Público

Encaminhado na última sexta-feira, 20 de março, o documento estabelece diretrizes rígidas para a administração municipal:

  • Interrupção Imediata: A suspensão de todos os pagamentos de funções gratificadas que não possuam lei específica de criação.
  • Lei Específica: As funções devem ser criadas por lei que descreva detalhadamente as atribuições vinculadas ao pagamento.
  • Regularização via Legislativo: O MPPR recomenda que o prefeito apresente um projeto de lei à Câmara Municipal de Vereadores para formalizar apenas as funções que forem comprovadamente necessárias.

Prazo e Possíveis Sanções

O prefeito de Pinhão tem o prazo de dez dias para comunicar à Promotoria de Justiça quais medidas foram adotadas para cumprir a recomendação.

Alerta Jurídico: O não acatamento integral das medidas ou a ausência de resposta poderá levar o Ministério Público a ajuizar uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o chefe do Executivo.

 

Contexto Político

A recomendação chegou à prefeitura em um momento de movimentação no Legislativo. Durante a sessão da última segunda-feira (23), o prefeito Valdecir Biasebetti esteve presente na Câmara acompanhando os trabalhos, onde assuntos como concursos públicos e a equipe de secretariado foram pautados pelos vereadores. A pressão do Ministério Público agora coloca a gestão sob o holofote da transparência nos gastos com pessoal.

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