Quem somos nós para falar ou escrever sobre mortes precoces, mas tais ocorrem na nossa vã e medíocre idiossincrasia e envolve mistérios.
E há ocorrências com pessoas comuns, e também com celebridades, personagens históricas, artistas.
MISTÉRIOS imperam nessa área e sobre isso já fizemos várias matutadas, e abordagens, e temas correlatos como sobre, testamento, codicilo, e planejamento sucessório.
Na nossa e em quase todas as famílias, há mortes em que há entendimentos de terem sido precoces, e que aqui não vamos entrar no mérito se é fatalidade, acaso, destino, forças superiores, vontade de Deus – o Criador por doutrina e pregações religiosas, que pela complexidade e delicadeza do tema, e nesse campo é melhor, mais cômodo deixar para outros e campo dos Mistérios da Vida.
Acompanhamos ainda que um tanto distante, tragédias, acidentes, feminicídios, homicídios, enfim mortes que tem ocorrido nos últimos tempos.
Nos dias 21 e 23/4/2026, fomos abalados com a morte da jovem Isadora Lustosa da Rocha Verzeletti, de Pinhão, e da menina de 9 anos, Ana Júlia Kruk da Silva, do Candói, está última que caiu de um cavalo num evento do JARCANS em Marquinho. E a gente faz uso da chamada EMPATIA, e não há como não ficar sensibilizado e até abalado com essas ocorrências.
Sobre a morte de Ana Julia, na internet/facebook, foi publicado um texto de uma tal de Renata Bandeira, que é maravilhoso, altamente reflexivo e que já inserimos nos nossos arquivos de preciosidades, e vale a pena ler e guardar.
Ainda em relação ao acidente de Ana Júlia, a nossa memória mergulhou no tempo, e veio à tona um acidente também com queda de um cavalo, ocorrido em dezembro/2004, em que uma jovem empresária do Candói, de nome Elisabete Karam Elias, perdeu a vida; e em relação a esse incidente fizemos a crônica “O legado de uma preciosa vida que se foi”, publicada na edição nº. 181, do Jornal “Fatos do Iguaçu” da segunda quinzena de dezembro/2004, e que tem íntima relação com a crônica “A vulgaridade e a cidadania”, publicada na edição nº. 91, de 16-31/03/2001, no mesmo Jornal, e que para nós foi e será um legado e que vale a pena leituras e reflexões.
Há tempos estamos catalogando e refletindo sobre mortes que temos como precoces, de personagens históricas, celebridades, artista, parentes, entre outros registramos aqui: John F. Kennedy (1917-1963), com 46 anos; seu filho J.F. Kennedy Jr (1960-1999), com 39 anos; Robert Kennedy (1925-1968), 42 anos; Euclides da Cunha, autor de “Os Sertões”, 43 anos; Martin Luther King Jr (1929-1968), 39 anos; Leila Diniz (1945-1972), 27 anos; José Mendes (1939-1974), 34 anos; Elvis Presley (1935-1977), 42 anos; John Lennon (1940-1980), 40 anos; Freddie Mercury (1983-1991), 45 anos; Leandro (1961-1998), 36 anos; Michael Jackson (1958-2009), 50 anos; Amy Winehouse (1983-2011), 27 anos; Cristiano Araújo (1986-2015), 29 anos; Marília Mendonça (1995-2021), 26 anos; Darci Brolini (1947-1997), 53 anos. Alguns nossos parentes pelo lado Dellê: Jacir Dellê (1926-1978), 48 anos; criança Angela Cristina Dellê; jovens: Leopoldo Francisco Bischof, Ângelo Cesar Brolini, Luiz Alexandre Dellê, Gilberto Dellê Sens, Angelita Brolini Rech dos Santos, Luana Dellê Ditzel; duas filhas de Nelson Luiz da Silva (da Família Caldas da Silva), em acidente. E não relacionados aqui, outros jovens descendentes de conhecidos, amigos como do saudoso Pedro Noriler; Luciano Lima, Antonio Conti, Guiomar Rocha F. Peredo.
Em agosto-setembro/1989, por atuação política e cidadã, e combate à corrupção em Pinhão-Pr., quase que fomos assassinado e entramos no rol das mortes prematuras, com apenas 34 anos de idade.
Morte de idosos, de doenças como câncer, AVC, infarto, Alzheimer, debilidade mental, a gente já tem uma melhor preparação para os enfrentamentos, mas de depressão que é considerada o “mal do século XXI” pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas; de acidentes, de crianças e jovens, há martírio e ainda estamos engatinhando em MECANISMOS DE DEFESA, atenuantes e superação.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, CIDADÃO e municipalista)

