Valdoir José da Costa | Foto: reprodução transmissão ao vivo/redes sociais
Por Naor Coelho – Portal Fatos do Iguaçu
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Pinhão, realizada na segunda-feira (22), foi marcada pela forte mobilização de moradores do bairro Pinheirinho, que compareceram em peso para cobrar soluções imediatas para os problemas de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica e regularização fundiária.
Representando a comunidade, Valdoir José da Costa utilizou a tribuna para expor a realidade vivida pelas famílias. Em um discurso emocionado, ele relatou a dificuldade enfrentada no dia a dia, desde a falta de água para tarefas básicas até o risco de incêndios por ligações improvisadas. “Nós não estamos pedindo nada de graça. Queremos pagar pela nossa água e pela nossa luz, queremos a regularização dos nossos terrenos. O que pedimos é dignidade”, afirmou.
Situação Crítica
De acordo com o morador, o bairro chegou a ficar cinco dias consecutivos sem água, situação que afeta diretamente crianças e trabalhadores. “Tem criança chorando de sede, pai que chega cansado do serviço e não consegue tomar banho. Isso é desumano”, completou Valdoir.
A comunidade cobra do Executivo e dos vereadores uma solução definitiva, lembrando que promessas foram feitas em campanhas eleitorais, mas até o momento não cumpridas.
Repercussão entre Vereadores
Após a fala do representante do bairro, diversos vereadores se manifestaram em apoio à demanda. O vereador Aroldo Antunes Domingues, (Cidadania) lembrou que já havia buscado soluções junto à Sanepar em mandatos anteriores e defendeu a realização de nova audiência pública com a presença de representantes da companhia.
A vereadora Vilma Kitcki, (PT) destacou que o direito à água é garantido pela Constituição Federal e criticou a demora do Executivo em tomar medidas efetivas. “Não é uma queda de braço, é uma questão de saúde pública. Água potável e energia elétrica são direitos básicos e precisam ser tratados como prioridade”, disse.
Outros parlamentares também defenderam alternativas, como a instalação emergencial de caixas d’água comunitárias, a convocação do Ministério Público e a adesão a programas de regularização fundiária, como o Morar Legal.
Próximos Passos
Ao final da sessão, vereadores se comprometeram a formar uma comissão para dialogar com o Executivo, a Sanepar e demais órgãos competentes, buscando encaminhamentos práticos. A proposta de uma nova audiência pública também foi ventilada como caminho para dar transparência ao processo.
Enquanto isso, os moradores seguem mobilizados, reivindicando o que consideram não apenas uma necessidade, mas um direito: o acesso à água potável, energia elétrica e a regularização de suas moradias.
Ouça a fala do morador:

