Este escriba e pensante é conservador, apegado a pessoas, espaços coisas, e tem refletido muito sobre a modernidade liquida, do filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que viveu nos anos de 1925-2017
Bauman, define a sociedade contemporânea como “modernidade líquida”, marcada pela fluidez, fragilidade dos laços humanos e efemeridade das relações. Nela, instituições, identidades e amores são desregulamentados, focando no individualismo, consumo e descarte rápido, gerando insegurança e ansiedade.
Ester ser tem propriedade rural que de ancestral Silveira Caldas, que vem de anos do século XX, tem propriedade urbana que vem da linhagem Dellê desde 1945; tem esposa que computada o tempo de namoro já tem tempo de convivência de 50 anos; é filiado a um partido político desde 10/11/1981 (há mais de 44 anos); tem lida advocatícia há 46 anos, foco e atividades na Câmara Municipal de Pinhão, há quase 26 anos, e nesse contexto, deixa-se a impressão estar meio que um ser jurássico, anacrônico, e não sintonizado com a sociedade contemporânea.
No campo de relacionamentos e político, se a gente for ver o que está a ocorrer nas famílias e politica, a sociedade contemporânea está efetivamente bem liquida, escorregadia, frágil, efêmera, descartável, muito impregnada de individualismo, egoísmo, consumismo, patrimonialismo, assistencialismo e outros ismos”. E não é só com artistas, celebridades, como Gretchen que já teve 18 “casamentos”, Helen Ganzarolli 13, Fábio Junior 7, e muitos dos nossos políticos que já passaram por várias siglas partidárias, e que flutuam ao sabor da conjuntura, conveniências e interesses pessoais, e nem aí, com princípios, valores positivos, consideração, gratidão, ética.
Tem gente que troca de companhias, coisas e bens, como se troca de roupas; nem aí, com raízes, valores, costumes, amizades, consideração, gratidão e virtudes consagradas de mundo civilizado, e querem “se achar” os bons, referências, influencers, estes últimos com presença relevante nas redes sociais: Instagram, Tik Tok, YouTube, capazes de moldar opiniões e comportamentos de consumo e com um montão de seguidores.
E quem não acha muita graça nessa modernidade liquida da teoria e constatação Zygmunt Bauman, na prática fica meio que excluído, e alguns até recebem rótulos, pechas, de maluco, radical, polêmico, esquisito.
E isso tudo sem abordar aqui, questões da crise e inversão de valores, de preciosas lições e legado entre outros de: Rui Barbosa, Hannah Arendt, Ayn Rand, Frei Anselmo Fracasso, Mário Sérgio Cortella, Leandro Karnal.
Dias desses lemos alguma coisa da história de Walter Orthmann, que trabalhou numa mesma empresa (Indústrias Renaux S.A., de Brusque-SC), por 85 anos e entrou no Guinness World Records.
Reflexões sobre essas coisas é CULTURA, é FILOSOFIA, e de grande utilidade, pois vivemos um tempo de polarizações, extremismos, radicalismos, que não são salutares, pois, em tudo tem que se ter EQUILIBRIO, e a virtude, segundo um aforismo latino “In medio stat virtus“, está no meio termo. E não. no tudo ou nada, 8 ou 80.
E disso tudo, fundamental é SER LIVRE, TER LIBERDADE, laços de família, moradia, cada um o seu cantinho ou quadrado; uma ou mais atividade laborativa, consciência limpa/tranquila, e uma VIDA AO MENOS COM UM MÍNIMO DE DECÊNCIA E DIGNIDADE.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, CIDADÃO e municipalista)

