Francisco Carlos Caldas

Ainda com conhecimento superficial da tragédia de Icaraíma que atingiu várias famílias, já se dá para tirar duas preciosas lições: 1)- que há que se ter muito cuidado com endividamentos, financiamentos, ou seja, essas coisas tem que ser muito bem pensadas e planejadas; 2)- que um erro não justifica outro, e querer fazer “justiça com as próprias mãos”, ou exercício arbitrário das próprias razões, é crime tipificado no art. 345 do Código Penal e se houver violência gera outras condenações.

Estamos a matutar sobre a tragédia, desgraças que estão a ocorrer, porque o lamentável ocorrido é muito comum também por estas plagas,  de gente querer resolver as coisas “no peito”, valentia, na truculência, de forma unilateral, e não só em relação a negócios, terras, condomínios, divisas, mas aos impasses familiares, que o diga o endividamento crescente da população e a grande quantia de ocorrências da chamada Lei Maria da Penha.

Em Pinhão já ocorreram muitos problemas, desgraças, mortes, por problemas fundiários, de condomínios que é “sementeira de discórdias” desde os tempos da Roma Antiga;  por causa de terras, divisas, posses, e nos dias 19  a 29/09/25, de atividade advocatícia, cidadã e cristã, nos angustiamos e sofremos com lamentáveis ocorridos por aqui. Lembramos de 3 tragédias com mortes, que pessoas (duas mulheres) antes tiveram  e não nos encontraram em nosso escritório, e que não tivemos oportunidade de tentar evitar tragédias, de fazer “a nossa parte” em relação à ajuda; e ocorrido principalmente no dia 25/09/25 nos passou espécie de filmes em nossa cabeça, e preocupações de que há momentos na vida que as vezes uma leve contrariedade e/ou discussão toma as proporções de uma catástrofe.

O caso Icaraíma (Município do noroeste do Paraná), para quem não está por dentro, ocorreu em uma cobrança de dívida, de um desmanche de negócio de terra, de quem comprou um pequeno sítio, não pode pagar, e queria receber parcelas vencidas   (um pouco mais de R$200 mil reais) de uma restituição de valor de entrada, e ao que tudo indica o devedor acuado, “perdeu a cabeça” como se diz   e atualmente foragido resolveu matar os 4 que estavam atuando em tese arbitrariamente e de maneira intimidativa na “cobrança”.

A tragédia de repercussão no Paraná e País, trouxe desgraças e luto para várias famílias, e é possível até que eram todos pessoas boas e honestas, que todos são até prova em contrário. Muitas vezes uma leve contrariedade toma as proporções de uma catástrofe, agora já da para imaginar, o que pode ocorrer diante de: uma violenta emoção,  ira, raiva, ódio,  ameaça, desejo de vingança, indignação, sensação de vítima de  alguma injustiça.

Em outras palavras aquilo que parecia e começou como um “simples negócio”  acabou em mais uma impactante tragédia, a ensanguentar o solo paranaense, desgraçar e enlutar famílias da Nação.

Assim e sem maiores delongas, mais um caso para meditação, rever paradigmas, fomentar PLANEJAMENTOS, MECANISMOS DE DEFESAS, PREVENÇÕES, EMPATIAS, RESILIÊNCIAS  em nossas Vidas.

           (Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

 

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