Redação Portal Fatos do Iguaçu com MPPR
A Justiça Eleitoral condenou o ex-prefeito de Quedas do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, e seu candidato a vice-prefeito por abuso de poder político e condutas vedadas durante a campanha de 2024. A decisão atende a uma representação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que identificou uma série de irregularidades destinadas a desequilibrar a disputa nas últimas eleições.
Com a sentença, ambos os políticos foram condenados à cassação do registro ou diploma, além de ficarem inelegíveis por oito anos, contados a partir do pleito de 2024. A Justiça também aplicou uma multa individual de R$ 14 mil.
Ovos de Páscoa e Cestas Básicas: As Irregularidades
As investigações detalharam que a gestão utilizou recursos públicos para distribuições generalizadas de bens, sem amparo legal ou critérios socioeconômicos. Entre os pontos de destaque do processo estão:
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Páscoa Encantada: Distribuição de 5.500 ovos de chocolate e 4.101 brinquedos para todas as crianças da rede municipal, sem foco em famílias carentes.
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Cestas Básicas: Foram entregues centenas de unidades em estabelecimentos comerciais, como bares e mercearias. Registros em vídeo comprovaram a presença dos candidatos no momento do descarregamento dos itens.
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Kits de Higiene: Fraudes em documentos oficiais indicavam quantidades de entrega superiores às que os órgãos assistenciais realmente recebiam.
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Antecipação de Salário: O pagamento do 13º salário ao funcionalismo público foi antecipado estrategicamente para as vésperas do pleito.
Decisão e Impacto
Segundo o Ministério Público, as ações foram orquestradas para influenciar o voto do eleitorado, ferindo a igualdade entre os candidatos. O MPE ressaltou que, embora as manobras tenham tido o potencial de desequilibrar o pleito, a chapa acabou não sendo eleita em 2024.
A decisão cabe recurso, mas a inelegibilidade já acende o alerta para o grupo político na região, retirando as lideranças de futuras disputas eleitorais por quase uma década.
Entenda o Abuso de Poder Político
O abuso de poder político ocorre quando um detentor de cargo público utiliza sua autoridade ou recursos do Estado para favorecer uma candidatura, prejudicando a lisura do processo democrático.

