JULGAMENTO: Chico Pneu não compareceu

Atirou contra Daniel José da Rocha, que sobreviveu, mas ficou com paraplegia devido aos tiros nas costas

Em virtude do feriado nacional de quarta-feira, alusivo às comemorações da Independência do Brasil, foi realizado na terça-feira, dia 6 de setembro, o julgamento do réu Francisco de Assis Bueno da Rocha, conhecido por Chico Pneu. Ele foi acusado de disparar tiros com uma espingarda calibre 28 contra Daniel José da Rocha, sendo que dois o acertaram, na noite de 19 de fevereiro de 1999, na localidade de Zattarlândia. Apesar de passar mais de 30 dias hospitalizado, a vítima sobreviveu.

O FATO

A vítima, com certa dificuldade em se locomover porque necessita andar de muletas devido à paraplegia diagnosticada em decorrência dos tiros terem sido nas costas, relatou o fato daquele dia. “Tínhamos uma rixa antiga, pois eu trabalhava na empresa Zattar e cerca de um mês antes deste episódio, fui convocado pela direção para ser um dos seguranças de um baile. Francisco estava no baile e começou uma confusão e foi quando o tirei do salão. Dias depois fui buscar minha esposa na escola, pois chovia muito, passamos por frente a casa dele. Mas foi esquecido um objeto e voltei na escola para buscá-lo, quando fui alvejado por ele”.

A vítima salientou que ao receber os tiros caiu, mas pôde perceber que os disparos foram feitos de uma janela da casa do réu. E completou “Francisco era uma pessoa muito violenta, agredia a sua esposa, sendo que muitas vezes foi socorrida por minha mãe”.

Apenas uma testemunha compareceu. Ela relatou pontos semelhantes à versão da vítima. “Naquele dia, Daniel parou para conversar comigo e Chico Pneu atirou nele, que estava de lado, acertando suas costas. Os disparos foram da janela da casa dele. A rixa deles começou depois que Daniel o tirou do salão de baile para evitar mais confusão. Ele tinha intenção de matar Daniel, só não fez antes porque ele passou acompanhado da esposa. Isso o filho dele contou naquele dia”.

RÉU NÃO COMPARECEU

O promotor de justiça Bruno Ishimoto se dirigiu aos jurados e relatou que foram feitas muitas tentativas para localizar o réu, que naquela data, após o fato, se evadiu do local, porém compareceu todas as vezes que foi convocado. “Foram esgotadas todas as possibilidades de encontrar Francisco, através de cadastro na Sanepar, Fórum Eleitoral, Serviço de Proteção ao Crédito. Quando finalmente conseguimos o endereço, descobrimos que ele estava residindo na cidade catarinense de Gaspar. Ao ser procurado para receber a comunicação deste julgamento, pessoas daquele município contaram que ele já havia se mudado há uns três anos. Mesmo assim, sem sua presença, é possível realizar seu julgamento”.

E, após ouvirem a promotoria e a defesa, os jurados aclamaram Francisco de Assis Bueno da Rocha como culpado. Foi condenado a 10 anos e seis meses de reclusão.

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