Francielly

Após 1 ano, 10 meses e 8 dias e alguns cancelamentos, José Arildo Maron, o ex-marido da professora de 33 anos, Franciely Aparecida Tavares, mãe de duas filhas, vai a julgamento por feminicídio.

O julgamento acontecerá na terça-feira, 31 de agosto no auditório do Tribunal do Júri no Fórum de Pinhão. Devido à pandemia não é permitida a presença do público no auditório, porém, o julgamento será transmitido pelo canal do youtube da comarca de Pinhão.

Feminicídio

Um assassinato é considerado feminicídio quando  é cometido por que a vítima é mulher, segundo o que consta nos autos o Ministério Público considerou que o motivo que levou José Arildo a matar sua ex-esposa foi ele não aceitar a separação, “O crime foi cometido contra mulher por razões da condição do sexo feminino, já que perpetrado no âmbito da violência doméstica e familiar, considerando que a vítima e o denunciado eram casados (Certidão de Casamento anexa), estavam separados de fato, e o réu não aceitava o fim do relacionamento”. Palavras do Ministério Público nos autos do processo.

Medida Protetiva

Segundo os autos fica evidenciado o crime de feminicídio pois a vítima havia solicitado medida protetiva, “Consta ainda que a ofendida Franciely Aparecida Tavares tinha em seu favor medidas protetivas, deferidas nos autos 0002436- 33.2019.8.16.0134 nos seguintes termos: “proibição de contato com a ofendida, por qualquer meio (pessoalmente, por telefone, por redes sociais ou qualquer outro meio), proibindo-o, também, de aproximar-se da ofendida em um raio menor do que 100 (cem) metros, (…) “ Argumentos do Ministério Público no processo.

O Crime

O assassinato de Franciely aconteceu no dia 22 de outubro de 2019, no horário em que a professora Franciely saiu da escola municipal Frei Francisco onde trabalhava e se dirigia para a sua residência em seu veículo.

Na Rua São Sebastião, nº 06, bairro São Cristóvão, próximo ao trevo principal do municipio de Pinhão/Pr seu ex-esposo, usando uma moto começou a persegui-la e deu um tiro no vidro do carro do lado do motorista.

Mesmo ferida, ela parou o carro e saiu correndo sentido ao bairro e buscou se esconder embaixo de um caminhão parado. José Arildo seguiu-a, e quando ela contornou o caminhão, ele atirou novamente, ferindo-a mortalmente.

Após cometer o crime, José Arildo fugiu e acabou se entregando por volta das 13h45min no sub-destacamento da Polícia Militar do Guará em Guarapuava – Pr, onde foi preso e encaminhado para a 14ª Delegacia de Polícia Civil de Guarapuava.

 

 


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