Independência, será mesmo??

A independência do Brasil, deixando de ser colônia portuguesa, para ser um país independente, aconteceu no dia 07 de Setembro de 1822. Um marco histórico para o Brasil. Desde então, somos um país, de certa forma, independente. Digo, de certa forma, porque infelizmente ainda há muita coisa, que tem atrasado nosso país de ser um país realmente independente, livre. Precisamos dar o grito de independência, da corrupção, da saúde precária, da lentidão da justiça, de políticos sujos, que no discurso pensam no país, estado e cidade, mas na prática só pensam em si mesmos.

Precisamos dar o grito de independência dos péssimos gestores, que não conseguem administrar as coisas mais básicas de uma cidade. A independência soa liberdade, leveza, novos rumos, melhorias individuais e comunitárias. Na prática encontramos pessoas reféns da miséria, da violência, de uma educação precária. Há pessoas reféns de valores que na verdade são desvalores. Quando olhamos para trás e percebemos os ganhos, as conquistas, devemos também lembrar que poderia ser triplamente melhor, se não fosse os enormes desvios, falcatruas inclusive no meio de uma Pandemia.

É bom lembrar que independência sem coerência, sem boa administração, sem honestidade, sem integridade, é algo doentio. Independência que impõe pesadas taxas, pedágios caríssimos, gastos exorbitantes da máquina pública, demonstra que é uma independência doente. Independência que levanta uma bandeira partidária acima das reais necessidades do povo, não é independência. Precisamos sim, ser gratos pelos avanços, mas lembrando, cobrando, se posicionando por aquilo que verdadeiramente vale a pena, pelo que é correto e justo.

A independência começa quando o certo é certo, mesmo que todo mundo diga que está errado. ainda bem que, muito antes de 1822, há mais de 2000 anos atrás, alguém pregado numa cruz bradou: ESTÁ CONSUMADO. Esse foi o maior grito de liberdade da história, pois ali na cruz – Cristo Jesus, nos libertou das trevas trazendo-nos para a luz, para a liberdade. Em Cristo temos liberdade para dizer não aquilo que é ruim, que escraviza, em Cristo temos a liberdade de desfrutar da paz que só Ele pode dar.

Enfim em Cristo temos a resposta, não simplesmente para sermos melhores cidadãos, mas para sermos instrumentos de melhoria em todos os contextos. Em Cristo Jesus temos a graça do perdão, que nos liberta das práticas destrutivas. Deus os abençoe e lembre-se: “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (João 8.32). A independência do Brasil é um marco importante, mas o que Cristo fez na cruz por nós, não tem comparação.

Rev Sandro – pastor da Igreja Presbiteriana de Pinhão

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