Revendo um livro de português dos tempos do 3º. ano do 2º. grau em 1974, no Colégio Estadual Manoel Ribas de Guarapuava, e lendo coisas no facebook, nos despertou a fazer uma síntese de apenhado de figuras de linguagem por ordem alfabética, para útil informe e reavivar memórias, o que foi feito na sequência abaixo:
Antítese – oposição de ideias (língua portuguesa…. inculta e bela…esplendor e sepultura); Apóstrofe – interpelação (“Ó Deus!”, “Ó mar!); Assíndeto – ausência de conectivos (Cheguei, vi, venci); elipse – omissão do termo (Na sala, apenas silêncio); eufemismo – abrandamento de expressões (Passou desta para a melhor); gradação – sequência de ideias (sussurrou, falou gritou); hipérbole – exagero (Os cavaleiros não corriam, voavam); metáfora – substituição em virtude de certa relação de semelhança (O mar é lago sereno, o céu um manto azulado); metonímia – emprego de uma palavra por uma outra que tenha relação (A toga não deve sofrer violências da espada); onomatopéia – imitação de sons (O relógio fazia tic tac); pleonasmo – expressão redundante (repetição para dar ênfase (vi com os meus próprios olhos); polissíndeto – repetição de conectivos (E chora, e ri, e grita e canta); prosopopéia – personificação, ação a coisas inanimadas (…cruz, abrindo os braços grandes); sinédoque – substituição de uma palavra por outra de extensão desigual (Não havia teto que o acolhesse); zeugma – omissão do termo (Eu gosto de português, ele, de matemática).
O acima além de uma recapitulação de aprendizado meio que já dos tempos de antanho, tem o escopo de fomentar a prática de guardar material de estudos, livros, apostilas, e até cadernos, para uso próprio e de dependentes, e não ficar só no digital, e no uso das informações do Dr. Google.
Este ser com frequência utiliza livros e dos tempos de escola primária, ginásio, 2º. grau e faculdades de Direito, História e Administração Pública; de professor de Legislação, História, Educação Moral e Cívica-EMC, pois, com o passar dos anos a memória vai enfraquecendo, e seguido tem que se socorrer com esses aprendizados que você tem lembrança de onde encontrar e revigorar o conhecimento.
Antigamente a gente usava muito dicionário físico, e temos um adquirido em 1969 da FENAME já bem esgualepado de mais de 50 anos de uso; pesquisas sobre vultos históricos, era na Enciclopédia Barsa, e a gente tinha que fazer resumo (não valia copiar).
Outra coisa, é muito importante escrever coisas, ter livro caixa, fazer leituras, inclusive para não enferrujar os neurônios, e se prevenir de Alzheimer, debilidade mental, depressão, doenças e males do gênero.
Quando você morrer, deixando escritos, fica um tanto do que você pensou, fez; não importa o jeito, estilo a forma que fez isso, e algumas coisas pode até representar um legado, senão de utilidade pública, para descendentes.
Para encerrar, temos um estilo próprio de linguagem e gostamos de mesclar com pensamentos reflexivos; na advocacia nos últimos tempos, fazendo uso de pensamentos filosóficos e ditados, estamos alvo de incompreensões e censuras, como se estivéssemos desrespeitando partes contrárias, por uso de linguagem rotulada de chula e de ferimento ao código de ética profissional; mas discordamos dos posicionamentos de quem quer que seja, e há 47 advogamos assim, e nunca tivemos nenhuma punição ou condenação na profissão, Ordem dos Advogados do Brasil-OAB e Vida como um todo. E assim “Calar não calo, parar não paro, se caráter custa caro, pago o preço.” (Dito por SIDÓNIO MURALHA – (1920–1982), um influente escritor e poeta português, radicado no Brasil).
(Francisco Carlos Caldas, advogado, CIDADÃO e municipalista)

