“Fidelidade canina é mais instintiva, de sobrevivência, mas nos faz lembrar de gratidão, que é segundo Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, a virtude humana que mais agrada a Divindade, e que é mais perseguida pelos maus que estimada pelos bons.” (Abelardo Maranhão).
Ainda a frase “O cão é o melhor amigo do homem”, não surgiu como um simples ditado, mas num julgamento nos EUA do caso de um ser que matou a sangue frio um cachorro de um vizinho, e que foi condenado a pagar multa de 550 dólares.
Há muitas histórias de fidelidade e afeição de cães com os seus donos, e em Pinhão isso pelas nossas origens no meio rural, e os mais de 54,34 % que hoje habitam o meio urbano, trouxeram cães e não houve uma contrapartida de cuidados e do próprio poder público de se evitar a proliferação de cães de ruas, procriações desenfreadas e suas nefastas consequências.
Com gatos também a situação não é muito diferente e a questão não foi e não está sendo enfrentada como seria e é necessário.
As relações dos seres humanos com esses animais dizem ser saudáveis, mas há que se ter cuidado com exageros, até para não acontecer de entrarem meio que no lugar de pessoas, como por exemplos: crianças ficarem mais ao cuidados de babás do que mães; se passear mais em ruas com cães do que crianças, e idosos e velhos deixados em asilo ou casa de cuidadores, serem trocados por companhias e passeios com cães
Cães e gatos são importantes, mas merecem mais cuidados, responsabilidades de donos, principalmente no aspecto de controlar reproduções, com castrações, e não ficar só na fiúza do Poder Público deter e enfrentar a problemática, pois, em Pinhão, já foi feito duas leis a respeito, e os resultados no campo da eficácia e eficiência, deixaram e estão deixando muito a desejar, com ações pífias e mais para algumas fotos, marketing, release, faz de conta, operações “enxuga gelo “, jogada para a galera e até politicalha.
Ester ser nunca teve e não tem nenhum cão, e quando estivemos Vereador, em 2014 esboçamos um projeto de lei baseado numa lei de Paraisópolis-MG, que para não ter vício de iniciativa repassamos ao Prefeito e que virou a Lei nº. 1.891/2014 (parcerias e prioridades em castração), que foi revogada para entrar no lugar um lei de mais artigos, a de nº. 2.351/2024 de 4/06/2024 que também não é colocada em prática de forma efetiva e eficaz.
Minha filha que gosta muito de cães e gatos, já providenciou muitas castrações desses animais, e nos últimos tempos duas cadelas e um cão castrado vivem ao redor de nossa residência e escritório, nos dando despesas e trabalho e dois deles por fidelidade, espécie de gratidão ou sei lá o que, latem e investem em carros que passam, e mais fazem isso quando alguém dá nós está nas proximidades.
Não é boa coisa ser cruel ou insensível a causa animal.
Tem muitas histórias e filmes interessantes de seres humanos com cães. Um deles é “Para Sempre ao Seu Lado”, da história real de um Akita que viveu no Japão em 1920 e que espera pelo seu dono em uma estação de trem todos os dias, mesmo após a morte dele.
Na minha infância minha mãe me deixava numa rede, e tinha um cãozinho que ficava me cuidando. Um dia entrou na casa um cão estranho e os animais brigaram, e me derrubaram da rede, e foi um sufoco e houve demora para me socorrem caído no assoalho no meio dos briguentos. Talvez aí um trauma, de respeito e de gostar de cães, mas de forma mais distante, fria e racional.
Já é meio que demais as perdas que a gente tem de parentes, amigos e pessoas que a gente quer bem, e nos basta isso, e já tivemos que enterrar muitos cães e gatos mortos nas proximidades de residência e domicílio.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

