Por Dominique Acirema S. de Oliveira 

Nem todas as guerras atuais, nem a pandemia, nem mesmo o aumento da gasolina (a economia a gente vê depois), podem parar: as eleições. “Tu vens, tu vens, eu já escuto os seus sinais.”

É a obrigação do jovenzinho “pafrentex”, da mocinha “dinâmica”, e daqueles senhores que já sentem o peso da idade lhes curvando as costas…, mas estarão lá, na maior promoção da festa da “democracia” ou “dever cívico”, ou uma imposição do tamanho de uma perna de mesa…

Entre pesquisas que não tem participação popular e a aversão daquele cafezinho no restaurante popular deixar as “barbas” de molho parece ser a melhor das escolhas. Até porque a cada 2 anos esse festejo da boa democracia surge das trevas para causar a discórdia entre os irmãos.

E a tão pouco falado caminho do “meio”, que vem derretendo a cada novo escândalo. Coligações partidárias que mais parece um tipo de farofa de domingo, tem de tudo dentro, até coisas inomináveis, temperado com banana e bacon.

Mas sejamos justos, o misto de riso e riso de desespero toma o coraçãozinho dos brasileiros nas mais cômicas e trágicas propagandas eleitorais, pitorescos candidatos das mais diversas estirpes saltam a tela pedindo aquele votinho de confiança. (pior do que tá não fica, eiiittttaaa)

“Dispois” daquele golpe, sim daquele que instaurou aquela república marota, vieram alguns outros jab e diretos na cara dos ineptos votantes que seguiram o rumo da história ao som do samba do malandro e do cabeça branca.

As corrupções, sim porque há níveis, instâncias, modelos, categorias, camadas, etc, etc, etc. “Vamos tomar o poder, o que é diferente de ganhar as eleições.” Já diria aquele mancebo que participava de guerrilhas e tocaias e que ainda figura nos bastidores da velha política.

A liberdade da escolha entre a cruz e o punhal. A preocupação em fazer a vontade da maioria apenas se beneficiar a minoria… (what?) Esse é o deus que falhou, apesar do plebiscito de 1993 (ADCT – Art. 2º).

Porém, a fara da democracia, esses sistema que permite o mais pérfido dos humanos concorrer e me dar a impressão que eu também posso, afinal é a fuzuê da democracia, todos tem a sua vez, e a maioria faz a vontade da minoria que, sabe se lá como, conseguiu eleger por vários mandatos aquele canhotinha esperto que chafurdou fundo nos cofres públicos, e que hoje, graças nossas formalidades do direito, pode concorrer as eleições com o mesmo juiz que o condenou!

Eita que democracia gostosa, pujante e sábia, que nos deixa a complexa decisão nas urnas, assim que já foi predito:  “Não adianta tentar parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar eu sonharei pela cabeça de vocês.”

Em resumo, daqueles que ocupam o mais alto cargo eletivo aos vereadores das menores cidades é claro que, enquanto tiver demanda haverá oferta, e a demanda é culturalmente baixa, simplória, comum e baixa, segue a oferta nos patamares esperados.

Então, a próxima vez que escutar aquele candidato que ao ser questionado sobre um projeto social que envolvia o Karatê responder: bom, é melhor o cara ter do que o cara não ter. Saiba, sempre existe uma figura oculta atrás de cada político.

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