De recesso de final e início de ano e férias que em regra tiramos em janeiro, folgamos por mais de 30 dias do serviço público de servidor da Câmara Municipal de Pinhão.
Não é recomendável e não faz bem para a saúde principalmente a mental, não se tirar férias, mas por acúmulos, serviços pendentes de atividade do setor privado (da advocacia particular), na prática não tivemos férias, ou seja, meio que só de nome, para não dizer de araque.
Para não dizer que não falamos e escrevemos sobre flores: três dias fora de Pinhão, um para exames médicos em Curitiba, dois de lazer, e aproveitado para conhecer um pouco e fazer reflexões sobre os investimentos da duplicação em concreto da PR-466, de se ter e manter um resort, que uns sonham de ser implementado em Pinhão, na estrutura de Faxinal do Céu e participação parcial no Congresso Familiar ocorrido em Pinhão nos dias 31/01 a 1º/02/26 com o Padre mineiro Chrystina Shankar.
Depois que passar alguns perrengues, contratempos, estresses que estamos passando e sofrendo, e ano que vem vamos programar de ter férias de verdade, ou seja, ficar 20 ou 30 dias fazendo coisas diferentes do cotidiano, da rotina, dos hábitos, até porque ouvimos de um médico que ainda que não comprovado bem cientificamente, que é uma boa prevenção contra Alzheimer e debilidade mental, fazer coisas diferentes, para desenferrujar, exercitar os neurônios, o cérebro e tem muito sentido isso, pois, coisas não bem usadas atrofiam, se estregam, que o diga, carros, imóveis encostados, não usados.
Férias só trazem alguns transtornos para os empregadores e empreendedores mais vulneráveis, que tem que se programar e se virar com menos gente na sua atividade, e ainda pagar férias que o valor é um terço a mais do salário normal.
Para os que tem dificuldades de gozar férias, um consolo, o dito pelo escritor, historiador e filósofo iluminista francês, Voltaire, que viveu nos anos de 1694-1778: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o vício, o tédio e a necessidade.”
E é ótimo não ter vícios principalmente impactantes como de drogas, do alcoolismo, jogatina, de se apoderar de coisas alheias e males do gênero, já que somos todos sujeitos e vulneráveis a fraquezas e não só vida virtuosa; ter mecanismos de defesa para não cair em tédio (desconforto, apatia, falta de interesse), não ter necessidades essenciais, já que infelizmente vivemos um tempo e contexto, de que muitos sofrem e se envolvem em enrascadas, dificuldades e até martírios, por causa de necessidades de supérfluos, bobagens, de coisas que pelo uso do bom senso e razão, tem características de desperdícios.
Pregamos muito de que quem não zela, não preserva o que tem, não pode reclamar o que não tem, ainda que há circunstâncias em que pessoas tem que se valer do que tem, como por exemplos: atender necessidades de saúde, pois o Sistema Único de Saúde-SUS que muito prezamos e defendemos nem sempre consegue ser eficaz e eficiente e nem todos tem e podem pagar Planos de Saúde; situações decorrentes de acidentes, desastres, casos fortuitos, força maior.
Ano que vem (2027), estamos planejando ter férias de verdade, mas não fazer Cruzeiro como fizemos em 2018, e que fui mais para acompanhar neta que ficou doente no navio e nos angustiamos muito com o ocorrido, mas de qualquer forma valeu a experiência, e o legado de ótimas companhias de em torno de em torno de 20 pessoas a maioria de pinhãoenses.
(Francisco Carlos Caldas-FCC, advogado, municipalista e CIDADÃO).



