Por Dominique Acirema S. de Oliveira 

Dia das mães, das avós, das tias… daquelas que são capazes de trazer a vida o sopro divino que enche o humano de consciência e racionalidade, daqueles que concentram em cuidado e afeto o amor que dá a vida sem cogitar uma negativa.

Entretanto, ganha corpo também (me perdoem o trocadilho), uma certa vertente “feminina” que renega sua nobre e personalíssima missão, uma tropa que se ergue dos fundos de DCE’s, de cursos ideologizados e da voz rouca de feministas que bradam sons de mundos subterrâneos.

Esses sons são ainda reproduzidos diariamente pela imprensa sensacionalista que nutre uma luta imaginada nos porões úmidos e fétidos das mentes daquele(a)s que através de métodos “científicos” assassinam uma vida que ainda não pode gritar por sua vidinha. Judith Butler dizia: “O jornalismo é um lugar de luta política… inevitavelmente”.

E como é estranhamente estranho falar de mães e aborto… são temáticas inconvergentes, insociáveis, desconectadas em essência. O aborto ganha um som de método contraceptivo algo que parece palatável, e é esse tipo de coisa que é disperso nas redes comunicativas do país e do mundo.

Entretanto, cômico é que essa luta mais radical mais incisiva é “travada” em países de cultura amena e branda, ganha uma roupagem de politica afirmativa e questão de saúde pública. Agora, do outro lado do mundo você não tem notícias da marcha das vadias, somente: “O Talibã decretou que todas as mulheres afegãs usem um manto que cubra o corpo da cabeça aos pés, conhecido como “burca”. A autoridade do grupo, Khalid Hanafi, disse que a decisão visa assegurar a “dignidade e a segurança de nossas irmãs”.

Camille Anna Paglia defende um feminismo inspirado em valores liberais e capitalistas ela se impõe contra todo e qualquer mecanismo de defesa ou proteção das mulheres, visto por ela como infantilizador e gerador de injustiças. Ela está fora da curva, percebe certos aspectos que por hora estão oculto da visão das demais, não adepto a ideologia feminista em sua totalidade ela destoa disto: se ela não concorda na amplitude da ideologia, ótimo, porém, eu não concordo em nada.

Em uma de suas obras ela defende que história é cíclica, que em qualquer lugar do mundo existe um padrão, ela diz que quando o declínio da sociedade jaz a porta à o surgimento de fenômenos transgêneros, isso seria um sintoma do colapso de uma cultura.

Claro, aparentemente saltei de um tema a outro, mas são interligados na essência, ao contrário de mãe e aborto já citado.

Aborto, transgênero, apoio a liberação de drogas fazem parte de uma agenda que aliena e desfoca daquilo que não é efêmero. Perceba, isso tudo é bônus e a luta é contra os ônus.

“Direito” ao aborto é se livrar da responsabilidade de uma vida, é cuspir para cima e não se preocupar com a gravidade (outro trocadilho sem querer).

Por fim, é dia das mães, então seja mãe, aquela que luta pela sua família que ama seus filhos que é pináculo sustentador que está sempre lá. E para você que já entendeu essa divina missão meus parabéns, não só pelo dia, mas por tudo que vocês representam!

 


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