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Redação Portal Fatos do Iguaçu com Sistema FAEP


Planta símbolo do Paraná, ao lado da araucária, a erva-mate é a protagonista da edição de fevereiro do Projeto Orgulho Paraná, iniciativa do Sistema FAEP que valoriza produtos da agropecuária paranaense e dá visibilidade a produtores rurais de diferentes regiões do Estado.

Com forte ligação à história, à identidade cultural e à economia do meio rural, a erva-mate paranaense é referência nacional pela qualidade. O Paraná segue como o maior produtor de erva-mate do Brasil, com 897,4 mil toneladas colhidas em 2024, o que representa quase 90% da produção nacional. A atividade movimentou R$ 1,15 bilhão em Valor Bruto da Produção (VBP) no ano passado, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Entre os municípios com maior participação na produção estadual estão Cruz Machado, responsável por 16,5% da produção, São Mateus do Sul, com 13,9%, e Bituruna, com 9,47%.

Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, valorizar a cadeia produtiva da erva-mate é reconhecer o trabalho de milhares de agricultores paranaenses. “A erva-mate faz parte da identidade do Paraná. Valorizar essa produção é reconhecer o trabalho de milhares de agricultores, que mantêm viva uma tradição centenária, ao mesmo tempo em que inovam e agregam valor”, destaca.

Tradição que atravessa gerações

Em muitas propriedades rurais, o cultivo da erva-mate atravessa gerações. É o caso da Erva-Mate Giotti, onde o vínculo com a planta faz parte da história familiar. “A erva-mate sempre fez parte da história da nossa família e da propriedade. Cresci convivendo com os ervais e aprendendo a respeitar o tempo da planta, o ambiente e os saberes tradicionais”, relata o produtor Everton Giotti. Ao longo dos anos, a produção foi aprimorada, mantendo práticas sustentáveis, como a preservação de áreas sombreadas e da vegetação nativa.

São Mateus do Sul e a Indicação Geográfica

A importância de São Mateus do Sul ganha ainda mais destaque por ser o território que abriga a primeira Indicação Geográfica (IG) de erva-mate do Brasil. O reconhecimento atesta o diferencial do produto local e reforça a ligação entre o cultivo, a história da região e os empreendimentos familiares, como a Ervateira Taquaral, fundada em 1994.

“Desde o começo, a erva-mate sempre foi vista como parte viva do território e da identidade local. O manejo respeita o ritmo da natureza, com cultivo sob a sombra de árvores nativas, como as araucárias”, afirma Adão Brudnicki Staniszewski, proprietário da ervateira.

A IG também fortalece outras empresas instaladas no município, como as ervateiras Turvo, São Mateus e Rei Verde, ampliando o reconhecimento da qualidade do produto no mercado. Para Alini Oliveira, da Erva-Mate Turvo, a Indicação Geográfica valoriza o trabalho do agricultor e garante ao consumidor um produto com origem e qualidade comprovadas. Já Idal Moro, da Ervateira Rei Verde, destaca que os ervais nativos sombreados da região conferem cor e sabor diferenciados à erva-mate.

Diversificação e novos mercados

Presente em 136 municípios paranaenses, a erva-mate vai além do tradicional chimarrão. A planta é utilizada na produção de chás, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, além de outros segmentos que ampliam o uso da matéria-prima e agregam valor ao produto.

Para André Zampier, da ervateira Manos & Hermanos, a inovação está na forma de apresentar a erva-mate ao consumidor. “Trabalhamos com microlotes, com narrativa e métodos de produção específicos, buscando agregar valor e criar uma nova categoria de erva-mate especial”, explica.

Projeto Orgulho Paraná

Os produtores participantes do Projeto Orgulho Paraná são indicados pelos sindicatos rurais, reforçando a atuação conjunta do Sistema FAEP com as lideranças locais. Cada produto permanece em exposição por um mês na sede do Sistema FAEP, em Curitiba, em uma vitrine física que permite degustação e acesso a informações sobre o produtor e o processo de produção.

Por meio de QR Codes, o público pode conhecer a origem da erva-mate, as práticas adotadas nas propriedades e a história de quem produz. Para os expositores, a participação representa reconhecimento e valorização do trabalho no campo. “A iniciativa aproxima o consumidor da história por trás de cada produto”, afirma Giotti.

Capacitação de produtores

O Sistema FAEP também oferece cinco cursos gratuitos voltados à cadeia produtiva da erva-mate: adubação, implantação, podas, pragas e doenças, e produção da erva-mate. As capacitações são destinadas a trabalhadores e produtores rurais e oferecem certificado.

As inscrições podem ser feitas diretamente nos sindicatos rurais ou pelo site do Sistema FAEP, na seção “Cursos”.

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