Imagem ilustrativa/reprodução

ENTRE AGRIPINO GRIEGO E JOÃO AGRIPINO

Agripino Griego. Esse é um dos grandes nomes da nossa literatura. Mais um ilustre desconhecido dos dias atuais, mas não das meninas dos meus olhos que não se cansam de se enamorar com suas obras. Mas não é a respeito disso que pretendo assuntar.

Fiquei sabendo, através dum passarinho digital, que o senhor Margarina, governador de São Paulo, foi batizado com o nome de João Agripino da Costa Doria Junior e, segundo falam as más línguas, e essas não são poucas, ele não gosta muito de ser chamado de “João Agripino”. Que barbaridade.

Porém, não é sobre isso, também, que pretendo parlar. Me perdoem pela divagação. Desculpa aí João Agripino [tranca rua] Doria. Foi sem querer querendo.

O assunto que agora colocamos na mesa é esse: a recusa em utilizarmos o devido nome para identificar os fenômenos que se fazem presentes na realidade; recusa essa que, uma vez ou outra, invade nossa alma através de nossas vistas das mais variadas formas.

Quando nos recusamos a dar o devido nome para as coisas, passando a chamá-las arbitrariamente com as alcunhas que nos são impostas pela mentalidade politicamente correta, que hoje impera no ocidente, ao invés de termos uma clara compreensão do que se apresenta aos nossos olhos, acabamos por projetar nossa confusão – mental e espiritual – sobre tudo e todos, tornando a vida em sociedade em algo similar ao dia a dia de um hospício.

Tal fenômeno é por demais parecido com aquilo que George Orwell chamou, em seu livro “1984”, de novilíngua. Essa dita cuja era formada e organizada pela galerinha que trabalhava noite e dia no chamado “ministério da verdade”, na difícil tarefa de criar novas palavras, na “remoção” de outras, na adulteração do sentido de muitos termos, entre outras lides. O objetivo do “ministério da verdade”, através da novilíngua, era um só: restringir e mutilar o pensamento das pessoas.

Ora, meu caro Watson, uma vez que os indivíduos não têm mais em suas algibeiras as palavras adequadas para se referir a determinadas coisas, fatos e fenômenos, com o tempo, eles deixam de ser perceptíveis em seu horizonte de consciência. De certa forma “deixam de existir” no campo de percepção das pessoas. Trocando em miúdos: o nome que se dá a isso é controle. Controle sobre a mente das pessoas.

Um bom exemplo disso seria uso ostensivo que vem sendo feito por inúmeros órgãos de mídia, e por figurões que se destacam na mesma, da expressão “pessoa com vagina”. Isso mesmo. Vejam o que foi dito, recentemente, através de uma reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo: “pessoas com vagina tendem a ser excessivamente preocupadas com a higiene íntima”. Que coisa hein.

Até pouco tempo atrás uma “pessoa com vagina” era conhecida como mulher, menina, moça, senhora e como mãe, caso desse à luz a um ser humaninho. Pelo visto, em pouco tempo, o uso dessas palavras será tido como uma forma de preconceito.

Aliás, no Reino Unido não mais se utiliza nos hospitais a palavra “mãe” para se referir a uma gestante porque, segundo afirmam, tal palavra soa muito ofensiva aos ouvidos das chamadas “mulheres trans”. É isso mesmo que você leu. E isso não é de hoje não.

Quanto a presença de “mulheres trans”, ou de “pessoas sem vagina”, nos esportes femininos, deixemos para outra ocasião porque, cientistas realizaram recentemente estudos científicos e constataram o que qualquer tiozão e qualquer tiazona já sabiam: homens que se sentem mulher tem vantagens mil quando competem com mulheres – digo, com “pessoas com vagina” – numa modalidade esportiva. O que será que os “Mané ciência” vão dizer sobre isso?

Outro exemplo de novilíngua é o uso do termo “direito reprodutivo” que, nada mais é do que a transformação do aborto num direito fundamental. O direito de matar um inocente sem direito a defesa ou apelação.

Abre parêntese: sim, eu sei que os defensores do abortocídio dizem que o feto não é um ser humano e que, para eles, a vida não começa na concepção, porém, há um detalhe incontornável: o que temos, a partir concepção, é a formação de um ser humano, não de um amontoado caótico de células, nem de uma foca, muito menos de um repolho roxo. Fecha parêntese.

Por fim, poderíamos nos estender e fazer uma longa lista de termos politicamente corretos, e estendê-la ad nauseam, mas isso tornaria essa escrevinhada longa demais. E, mesmo sem fazer isso, uma coisa é certa: quanto mais refletimos sobre as absurdidades do politicamente correto, fruto dos subprodutos marxista, mais vemos o quão nociva é a mentalidade revolucionária. Porém, chamar a atenção para isso, num país que tem Paulo Freire como patrono da educação é, como diria Agripino Grieco, algo tão inútil como um tenor resfriado. Mas, mesmo assim, continuamos com nossas escrevinhadas desafinadas, tentando explicar [e entender] os desarrazoados que pautam essa triste época em que vivemos, uma época sem eira, nem beira e sem noção.

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

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