Francisco Carlos Caldas

Em 2/2/2026 fizemos uma abordagem reflexiva sobre CONSUMISMOS, ENDIVIDAMENTOS E VENDA DE COISAS, e  informe de que 80% das famílias estão endividadas, e em torno de 80% de cartão de crédito e o resto de empréstimos, financiamentos, compras parceladas. Contas em atraso atinge cerca de 50,8% da população adulta do Brasil, o que representa 83,4 milhões de consumidores  e montante em torno de R$557 bilhões.

Nesta abordagem fazemos abaixo uma simulação, teórica e fictícia, em cima por exemplo um empréstimo em maio/2020, de R$8.320 (7,894… salários mínimos), com juros de 3,8% (56,45% ano), para pagamento em 36 parcelas de R$428,44 (valor total R$15.423,84), equivalente a 14,759…salários mínimos de R$1.045,00 da época, com as ocorrências complementares abaixo:

  1. Supondo serem pagas 13 parcelas (R$5.569,72 – 5,329 salários), e por dificuldades deixados de pagar 23 (63,888%), esse saldo devedor de R$9.854,12 (9,492…salários mínimos),   por capitalização mensal, juros moratórios de 1%, multa moratória de 2%, só por uma exemplificação,  em agosto de 2022 iria para R$11.957,28, fora custas processuais e honorários advocatícios de Execução Judicial que ocorra.
  2. Numa atualização feita em fevereiro de 2026, o saldo devedor da dívida 2020,já estaria em R$31.094,83, equivalente a 19,182…salários mínimos, numa inflação de 29,56% nos últimos 5 anos.
  3. Em síntese e em salários mínimos: emprestado 7,89, pago 5,32, não pagou 9,42  e em fevereiro/2026 estaria devendo 19,182 salários, atual de R$1.621.00.
  4. Em outras palavras o contrair um empréstimo parcelados em 3 anos, o valor sobe de R$8.320,00 para R$15.423,84 (acréscimo de 86,224.….%), é pesado mas ainda suportável juros de 3,8%, mas quando ocorre inadimplência, vira uma bola de neve, para não dizer um Deus nos acuda, que arrebenta com as pessoas. Vira uma espécie de crueldade, e um contexto de uma forma de escravidão no País, que agrava a vulnerabilidade das pessoas, já vítimas da falta de educação financeira e da cultura de consumismos, do endeusamento do supérfluo, do capitalismo selvagem  que se tem que saber se defender dele, e das atrações, engambelamentos de créditos e crediário fácil, em que na prática até as limitações de empréstimos consignados de 35 ou 40% de receitas/salários são desconsiderados.

E cartões de crédito se você só pagar 30/35% da fatura, e for rolando saldo devedor os encargos  de acréscimos ultrapassam a 10% ao mês.

E se interessados em empréstimos tiverem patrimônio e/ou um bom avalista que é uma desgraça ser, há liberação até de  valores bem acima do patrimônio do emprestador, e muitas instituições financeiras nem aí com a inviabilidade e riscos de não pagamento nos prazos estabelecidos, pois, lucram com inadimplências, falência, insolvências,  desgraça financeira, emocional e mental de devedores, e que agravam o nº. de depressivos e suicídios.

Cada um faz o que bem entender da vida, mas deixar o simples, economia de lado e fazer empréstimos não para coisas essenciais, reais necessidades, não nos parece sensato e bom negócio.

Este escriba não é expert em finanças, economia, matemática e educação financeira, mas pelo pouco conhecimento, experiência  que tem em relação a matéria, enrascadas e martírios da população, pensa que este enfoque é de UTILIDADE PÚBLICA e digno de reflexões.

(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

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