ELEIÇOES 2016: Israel quer ser o elo entre o executivo e o legislativo

Eu preparei a minha vida para contribuir com a sociedade para servir, não para ser servido.”

Quem conversou essa semana com a reportagem do FATOS DO IGUAÇU falando sobre seus planos para a legislatura 2017 a 2020 foi o vereador Israel de Oliveira Santos do PT, candidato pela coligação Unidos Pela Renovação, reeleito com 537 votos.

Para o vereador Israel, sair à reeleição foi uma decisão do grupo ao qual ele está ligado e do partido “Na verdade faço parte de um grupo que sempre está conosco e tem várias lideranças dentro dele que tranquilamente poderiam ser candidatos. Fizemos uma prévia dentro do grupo levantando e discutindo os nomes e o grupo decidiu que eu deveria ir à reeleição. Porque o grupo entendia que como estou na militância desde 2000, poderia contribuir de maneira positiva e marcante na eleição do Odir. E dentro do próprio partido havia a solicitação que eu saísse à reeleição, já que o Denílson tomou a decisão de não concorrer, a minha candidatura viria para somar, ajudar no coeficiente eleitoral.”.

Sobre as novas regras do pleito eleitoral o vereador é totalmente favorável, porém considera que ainda há muito que se melhorar. “Foi um bom começo, não podemos considerar que foi suficiente. Tivemos uma campanha sem poluição visual, silenciosa, deixou a campanha um pouco mais equilibrada, mas precisa ser aprimorada. Esperamos que continue assim, porque às vezes quando chega à eleição nacional, voltam as antigas leis.”.

Israel falou da necessidade de mexer na lei na questão dos partidos pequenos, “Veja, tivemos 102 candidatos a vereador, isso é bom, é bom que as pessoas tenham oportunidade de participar, mas precisa ser discutida a forma, os espaços dos partidos. Os partidos pequenos merecem crescer, precisam ter espaço, mas não podem ser usados como ferramentas de disputa de cargos”.

Nos gastos de campanha o vereador é bem incisivo afirmando que ainda é preciso melhorar em muito e que se a fiscalização fosse mais severa o resultado no legislativo com certeza seria outro. “Ter o limitante de gastos foi muito bom. Mas infelizmente a gente sabe que não foi bem assim, nos últimos dias a gente viu e sentiu o grande uso do poder econômico. Se a eleição fosse dez dias antes, posso afirmar que a composição da câmera seria diferente. Os últimos dez dias a gente chegou a ficar triste com o que se percebeu da compra e venda de votos.”.

Israel levantou que a questão do poder econômico é complicada porque há os que querem comprar o voto e infelizmente há os que querem vender. “Sempre falo que a Câmara é o reflexo da sociedade, lá está representado o pequeno agricultor, o pessoal da educação, do esporte e também estarão lá de novo representados os que vendem o voto, porque lá também estão os corruptos que compram o voto. Isso é reflexo da sociedade, convivemos com a corrupção. Mas foi iniciado um processo e acredito nele, é preciso conscientizar o eleitor da importância do seu voto e das conseqüências.” Em relação a ser pela primeira vez um vereador da situação, ele considera que muda muito e para melhor. “Ser vereador da oposição não é bom, a gente não faz oposição porque quer, é porque precisa e não fizemos oposição ferrenha, sempre estivemos abertos ao diálogo. Mas vou citar um fato ilustrativo, eu conversei com o prefeito atual apenas uma vez. Fomos convidados apenas uma vez para discutir um projeto no gabinete. Executivo e legislativo são poderes independentes, mas precisam ter interação. Tenho muita fé, estou tranquilo que nessa legislatura o prefeito e os secretários vão nos ouvir. Os vereadores podem contribuir, apontar caminhos. A câmara é a caixa de ressonância, é lá que as pessoas vão levar as reclamações e desejos e nós as representamos junto às secretarias”. O esporte sempre foi uma marca na vida política do vereador Israel e falou um pouco sobre isso. “A minha inserção na política veio pelo esporte”. Hoje colocado no plano de governo da futura administração como política pública. Mas precisamos ir além, o esporte precisa trabalhar integrado com as demais secretarias como educação, assistência social. Na verdade, todas as secretarias devem trabalhar integradas. Pensar em lazer e esporte para o interior. Estou assumindo compromisso com todas as secretarias, vou me dedicar ao máximo possível, estudando se preciso for, temos experiência política, mas estamos prontos para aprender e colaborar. A ideia é trabalhar no todo”. Sobre a presidência do Legislativo, o vereador se diz preparado para assumir, mas que a prioridade  é dialogar e compor com todos os vereadores. “Eu me sinto preparado. Eu preparei a minha vida para contribuir com a sociedade para servir, não para ser servido. Se for do entendimento dos colegas vereadores do partido e mesmo da legislatura, sem dúvida nenhuma, com o maior prazer serei candidato à presidência e estou preparado para isso.   Mas não vamos fazer disso uma disputa pessoal, temos outras prioridades, nosso trabalho é muito importante nesse momento na câmara, de integração entre legislativo e executivo, a gente tem que tentar uma harmonia entre todos os vereadores e acima de tudo pensar no bem comum para a população, que é mais importante que a presidência.” O vereador agradeceu o espaço concedido pelo FATOS e os votos dados ao Odir. “Primeiro quero agradecer os espaços cedidos aqui no Jornal, que por sinal sempre tivemos uma boa interação. Foi uma campanha difícil, muitos candidatos, mas foi uma campanha tranqüila, foi uma campanha feita por uma equipe e um trabalho que as pessoas conhecem e confiam. Agradeço de coração a todos que votaram em nós e principalmente no nosso prefeito. A gente de fato espera viver um tempo novo aqui em Pinhão, eu acredito piamente nisso, eu sempre fiz política por convicção e movido por esperança. Agora é hora de colocar o sonho em prática, o espaço esta dado com o Odir prefeito. Estou animado, esperando fazer um mandato bem diferente, é muito difícil ser oposição, tenho certeza que vou conhecer os projetos antes deles irem para a câmara, até para fazer a defesa deles. “Quero ser o elo entre o executivo e o legislativo, independente de ser o presidente, para que os vereadores possam falar e ser ouvidos.”

 

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