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DEU NAS REDES E NÃO É PEIXE

Recentemente, dando uma circulada rápida pelas redes sociais, deparei-me com uma publicação, com um vídeo, onde seu autor manda um recado curto e direto que qualquer bom entendedor entenderia. Mas, como a cada dia que passa, tais figuras tornam-se cada vez mais raras nesses rincões, imagino que seu recado não foi compreendido.

De toda sua palestra, gostaria de destacar um ponto que, francamente, considero precioso.

Disse ele, com todas as letras, que aqueles que estivessem criticando-o, ou simplesmente debochado da sua pessoa, que se sentissem à vontade para fazê-lo, por duas razões: a primeira; é um direito que lhes assiste. A segunda: tais pessoas não têm nada que possa acrescentar à sua vida. Ponto.

Penso que essas duas observações são válidas para todos nós. Todos. Inclusive para este que vos escrevinha.

Todo mundo quer porque quer externar suas opiniões e, não apenas isso, exige que todo mundo diga amém para suas palavras.

Nada disso. É importante lembrarmos que o direito que temos de dizer o que bem entendemos é limitado pelo direito que os demais têm de não nos ouvir e, inclusive, de discordarem do nosso dito.

E o mais engraçado é que, nesse mundinho de redes [anti]sociais, todo aquele que desaprova o que alguém pensa, ou deixa de pensar sobre algo, acredita, piamente, que deve manifestar sua desaprovação como se ela fosse uma espécie de vaticínio celestial, que o mundo pararia com esse ato e tornar-se-ia outro só porque criticou, ou debochou de alguém em seu perfil pessoal no facebook, ou nalguma outra tranqueira similar.

De fato, gente assim não acrescenta nada a ninguém porque o nada nunca tem algo a oferecer que não seja a sombra de um zero à esquerda.

Enfim, digamos o que bem entendermos, mas não esperemos o aplauso de ninguém por isso. Critiquemos e façamos troça de quem desejarmos, mas façamos isso cientes de que, na maioria absoluta das vezes, a vida continuaria do mesmíssimo jeito se nós não tivéssemos tido a pachorra de nos pronunciar.

(22/10/2020)

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

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