Cidadania e política hoje estão na escala 11 e 12 respectivamente nas ações de nossas vida.
Uma das coisas que temos ojeriza em Pinhão, é a má destinação dos resíduos sólidos recicláveis, orgânicos, rejeitos e entulhos. E em função disso que há 2 décadas, fizemos 4 depósitozinhos em imóveis que temos, dois na rua XV de Dezembro, nº. 173 e 185, na rua Nilo Vivier, nº., 89 e na rua João Ferreira da Silva, nº. 51.
As casinhas foram feitas para receber resíduos recicláveis, de vizinhos, para que os mesmos não serem jogados e virarem lixo.
Na edição 620 de 4 de outubro de 2013, do Jornal “Fatos do Iguaçu”, quando estávamos Vereador, saiu uma charge nossa feita pelo caricaturista Adriano da Silva, com os dizeres “Mexendo no lixo alheiro”, “Vamos ver se o pessoal está separando o lixo reciclável”.
Cidadania e política hoje estão na escala 11 e 12 respectivamente nas ações de nossas vida, mas mesmo assim, nos dia 28/04/2026, tivemos uma espécie de recaída, e fomos dar uma olhada nas casinhas de resíduos da rua Nilo Vivier, nº. 89 e da rua João Ferreira da Silva, nº. 51, está última nas proximidades da Escola Municipal Cecília Meireles, e encontramos um horror de jogatina e fedentina de mistura de recicláveis soltos (não em sacolas) e misturados com resíduos orgânicos e rejeitos, mesmo o Município dispendendo mais de R$600 mil reais mensais com empresa contratada para melhor separação, coleta e destinação de resíduos sólidos e ações de educação ambiental.
Na casinha da rua Nilo Viver, nº. 89, anos atrás encontramos camisetas de uniformes de escolas municipais, algumas até com jeito de nem terem sido usadas, e no dia 28/4/26, encontramos uma quantidade expressiva de vasilhame de bebidas alcoólicas.
No deposito da rua João Ferreira da Silva, nº. 51, além de tudo um pouco, misturedo e fedentina, encontramos também roupas usadas, e a inspiração mor desta abordagem, foi ter encontrado uma apostila de matemática do 4º. Ano, do PNLD 2023, da FNDE do Ministério da Educação, da editora ática, de 241 páginas, com 209 delas não utilizadas (86,72%), junto com um caderninho de matemática capa dura com em torno de 90% sem utilização, desperdícios esses decorrentes da “cultura” e deseducação de não valorização de coisas ganhas, e outros problemas das deficiências do nosso sistema educacional, em famílias e escolas.
Os países que melhor sabem lidar com resíduos, lixo, são: Alemanha, Suíça, Suécia, Áustria, Japão, Dinamarca, Cingapura, Coreia do Sul.
O Brasil produz 10 milhões de toneladas de lixo por ano, mas recicla apenas 7,5% dos resíduos. Tem 3 mil lixões funcionando. É o 4º. Pais do mundo que mais gera lixo plástico.
Recicláveis que viram lixo, são apenas uma face da cultura dos desperdícios, e que vão do de deixar resto de comida em pratos e má destinação de resíduos orgânicos, a malversação dos recursos públicos, com outras esbanjações, ostentações, da linha “calça de veludo e bunda de fora”, “exótico mendigo esfarrapado com sapato de verniz” e vicissitudes do gênero.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, CIDADÃO e municipalista)

