Francisco Carlos Caldas

Temos como fundamental, importantíssimo se ter o controle das coisas, atos, ações. Isso se aplica tanto na vida particular quanto na pública.

O controlar não pode ser confundido com cercear liberdade, o ficar se intrometendo na vida alheia.

Você tendo o controle das coisas, fica mais fácil  se defender de explorações,  coisas lesivas, desvios. Isso se aplica, nos consumos de energia, água, combustível, tempo, planejamento e tudo mais.

Tinha um personagem (Gastão) do genial e saudoso Chico Anísio, que quando o acusavam de ser pão duro, ele dizia que ele era controlado. E isso nos parece fundamental num mundo de tanto e tantos desperdícios, consumismos, besteiras, bobagens que nos deparamos no dia a dia.

O controlar que defendemos é fazer as contas, custo-benefício das coisas, o que vale a pena, o  se preocupar com rendas/receitas,  com o que é construtivo, mas tudo na linha do apontar caminhos para reflexões e tomada de decisões, e que cada um faça o que bem entender, os maiores de idade, capazes  e que não estejam em situação de vulnerabilidade.

Segundo o psiquiatra, professor e escritor Augusto CuryNinguém muda ninguém, as pessoas  mudam a hora que puderem e quiserem”.

E ainda mais sobre controles:

1)-  “Eu ganhei minha paz quando eu entendi que qualquer coisa que estiver fora do meu controle, também deve estar fora da minha mente; não permito que nada me consuma.” (Cora Coralina, poetisa e contista goiana que viveu nos anos de 1889-1985).

2)-  “Me curei por dentro quando entendi que não posso carregar as dores que não causei, que não sou o problema que alguém criou, que sou responsável apenas pelas escolhas que fiz.” (Inês Seibert).

3)-  “Nossa ansiedade não vem do pensar no futuro, mas de querer controlá-lo.” (Khalil Gibran, célebre escritor libanês, autor de “O Profeta” e que viveu nos anos de 1883-1931).

Pela formação educacional que tivemos, de forma rígida, com limitações, respeito, simplicidade, responsabilidade,  47 anos de advocacia,  reminiscências dos tempos de aluno e professor de educação moral e cívica-EMC,  adepto da Parábola dos Talentos (Mateus, 25:14-30), sofremos uma certa angústia, tentação de ser  o hoje influencer,  querer ajudar as pessoas a terem controle das coisas, não:  entrarem em fria, caírem em golpes, fazerem maus negócios e, desenvolverem MECANISMOS DE DEFESA, e aí, todo o cuidado ainda é pouco para não se meter, se intrometer na vida dos outros, ainda que de familiares, amigos e pessoas que você quer bem e tem consideração.

Para encerrar a reflexão,  e no contexto de que as vezes na brincadeira, humor, piada, se diz grandes verdades, fica aqui uma piada bem eloquente sobre intromissão: um cara estava as 6 horas da manhã numa praia tomando uma cervejinha. Uma mulher, veio   a questionar dele estar bebendo aquela hora. E ele lacônica e sensatamente disse: minha avó morreu com 104 anos. E a mulher, indagou se ela bebia, e ele respondeu, não, ela não se importava com a vida dos outros. Legado salutar para quem tem projeto de viver 94 anos.

(Francisco Carlos Caldas, advogado, CIDADÃO e municipalista)

 

 

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