“Ninguém é mais odiado do que aquele que fala a verdade”. (Platão, filósofo e matemático grego, discípulo de Sócrates, e que viveu nos anos 428 a 347 a.C.)
Contextualização significa ato de inserir um assunto, fato ou conceito em seu ambiente, cenário ou circunstâncias adequadas, conferindo-lhe sentido e clareza. Serve para apresentar os motivos, antecedentes e características de algo, evitando análises genéricas e facilitando a compreensão de sua complexidade. em produções acadêmicas (TCC), redações e explicações. Tem a finalidade e estabelecer o “cenário” antes de aprofundar um tema, muito utilizado. Em resumo, contextualizar é garantir que o interlocutor entenda o porquê e o onde de um assunto, situando-o de forma mais precisa.
Como advogado, servidor efetivo da Câmara Municipal de Pinhão, desde 9 de junho de 2008, em nossos pareceres é comum, antes do parecer, posicionamento jurídico propriamente dito, fazermos uma CONTEXTUALIZAÇÃO, e já de longa percebemos que em regra os Vereadores de Pinhão e até alguns assessores não gostam disso, por ficarem mais longos e reflexivos e como tal há até rotulações de dispensáveis, desnecessárias. Mas isso tudo, tem um porque: nas contextualizações se aborda questões históricas, que muitos não gostam de saber ou lembrar, de irregularidades, improbidades, erros, prejuízos e coisas desagradáveis já ocorridas, em que até em alguns casos há até cumplicidades, conivências, inércias, omissões, falhas no processo fiscalizatório, que é a função mais importante de Vereadores e que poucos fazem, porque é altamente trabalhoso e desgastante. Mais fácil falações na Tribuna, apartes e mais apartes antirregimentais; viagens e mais viagens, congressos, “cursos” e mais cursos dispendiosos na Capital, Foz do Iguaçu, e outros locais turísticos como antigamente Termas de Palmito; contatos com Deputados, Secretários de Estado em busca de emendas parlamentares, que as vezes até veem até sem diagnóstico de prioridades e necessidades ou secretas.
Em outros palavras, pareceres que poderíamos por comodidade, preguiça, emitir em 10 linhas, algumas vezes fazemos em 10 (dez) ou mais laudas, e isso que deveria ser considerado como algo positivo, informativo, educativo, é mal visto, e causa estresse para alguns.
Em que pese essa problemática, não vamos arredar o pé e continuar fazendo contextualizações, e até porque inspirado na Bíblia que pouco lemos, e Parábola dos Talentos (Mateus, 25:14-30), não podemos desperdiçar oportunidade de repassar um pouco do nosso conhecimento histórico de Pinhão, de quem acompanhou e acompanha a vida pública do Município desde a sua criação em 15 de dezembro de 1964, ainda quando criança; a experiência de três mandatos eletivos como Vereador nos anos de 1989-1992, 1997-2000, 2013-2016, um de Vice-Prefeito, de 2001-2004; de advocacia em Pinhão desde 9 de março de 1981, de assessoria jurídica à Câmara de Pinhão há quase 18 anos. Quem for arredio a bebericar conhecimentos, de aprendizado, de fazer reflexões sobre coisas ocorridas no passado (da história), é só ignorar, ficar indiferente, desconsiderar!
(Francisco Carlos Caldas, advogado, CIDADÃO e municipalista)

